Resenha: O coelhinho que não era de páscoa

 Sinopse: Vivinho é um coelho normal: Tem muitos irmãos e uma família legal. E o que ele vai ser quando crescer? Coelho de Páscoa, só pode ser! Mas Vivinho quer outra profissão. Será que os pais vão aceitar sua decisão?


          Semana da Páscoa está aí e, tirando toda aquela questão religiosa que, a meu ver, deve passar bem longe da escola, os momentos de confraternização e partilha são muito bem vindos [e independem de religião]!


          E, como toda data comemorativa demanda uma tradição, nada melhor do que se trabalhar de uma maneira que vai para além do usual.


          Em O coelhinho que não era de Páscoa somos apresentados à Vivinho, um coelho branco, redondo e fofinho.


          Vivinho vive com seus pais e três irmãos que, como seus avôs, bisavôs e tataravôs, querem ser coelhos de Páscoa. Porém, Vivinho não compartilha do mesmo desejo de seus irmãos. E essa é a trama da obra.


          Os pais se escandalizam. Os irmãos caçoam. E Vivinho, muito feliz, começa a aprender uma nova profissão. Indo contra as expectativas e desejos de toda sua família.


          Ele faz novos amigos. Vive novas experiências e, muito contente, descobre uma nova vocação!


          O livro é uma DELÍCIA de se ler em voz alta [possui rimas que deixam a leitura gostosa e fluindo divertidamente] e as ilustrações são de encher os olhos! Um verdadeiro primor.


          Válido não apenas por se tratar de uma abordagem levemente diferente do período da Páscoa, mas, por se tratar de literatura de qualidade.



          Vale a pena ser lido, conhecido e adquirido [se der sorte de encontra-lo para compra, ainda não consegui =/. Este da foto foi emprestado da biblioteca da escola].


O coelhinho que não era de Páscoa

Autor: Ruth Rocha
Número de páginas: 40 páginas
Editora: Salamandra

Me lanço, me jogo e me atiro

      

     
     Dois mil e dezessete tem sido um ano de inúmeras surpresas.


          Sei que ainda estamos no início de abril. Passaram-se apenas três meses, mas, senti a necessidade de vir aqui “divagar” um pouco sobre esta maravilhosidade chamada dois mil e dezessete.


          Iniciei o ano sem saber ao certo o que esperar e o que encontraria pela frente. A única “certeza” que tinha em minha mente era é a de que seria praticamente impossível superar dois mil e dezesseis, ano em que permitir alçar novos voos e ampliar o alcance de meu trabalho, lancei meus livros, conheci inúmeras crianças novas e espalhei um pouquinho do amor que sinto pela literatura e pelos livros aos quatro ventos.


          Dois mil e dezessete começou. Fui viajar. Meu mochilão pela Europa superou TODA e QUALQUER expectativa que eu havia criado. Nem em meus sonhos mais íntimos a viagem era tão maravilhosa quanto de fato foi.
         

          Novas experiências. Novas línguas. Novas pessoas. Novas conexões…


          Voltei de viagem e, para minha surpresa, uma logo fui convocado a assumir o cargo de Professor Pedagogo do concurso que havia passado [em minha mente eu só seria convocado apenas no próximo ano, no prazo final]. Pois é, uma avalanche de sensações e sentimentos se apossou sobre mim.


          Quando iniciei o ano eu havia decidido diminuir as visitas confabulatórias às escolas, aceitar mais alunos em minhas aulas particulares e me dedicar a fim de tentar um mestrado no final do ano. Mas, as coisas não são como esperamos [ainda bem!] e, com esta convocação, precisei reformular todos os meus planos e planejamentos para dois mil e dezessete e iniciar novas formulações e estratégias para iniciar o trabalho como profissional efetivo.


          O mês de março foi praticamente inteiro dedicado à realização de exames e levantamento de documentos e tudo o mais que se faz necessário nessa tramitação burocrática que antecede a uma efetivação e, também, enquanto não sabia qual segmento lidaria, fiz várias pesquisas de materiais e estudei bastante para poder iniciar mais tranquilamente, com um plano de ação já traçado e algumas metas e anseios a serem alcançados.


          Nesse “meio tempo”, fui selecionado como blog parceiro da Editora Biruta, Editora Gaivota e, também, da Editora Pulo do Gato! Fiquei estupefato, confesso, por ter conseguido.


          Ainda em março, tive contato com algumas pessoas maravilhosas aqui em minha cidade. Surpreendi-me, pois, admito que sou um pouco “cínico” em relação aos outros. Às vezes me pego duvidando da capacidade humana de fazer o bem [são momentos em que não me sinto nada orgulhoso de mim mesmo] e, para minha surpresa, recebi uma doação maravilhosa para meu Espaço de Leitura [que será inaugurado neste mês!] e, admito, me peguei repensando e [re]construindo minhas próprias convenções, afinal, receber uma doação já é difícil, doação em dinheiro ainda por cima é mais raro e, se parar para analisar, uma doação de alguém que você não tinha sequer um contato e uma relação… difícil de imaginar, não é mesmo? Mas, a capacidade do ser humano em surpreender é infinita e, graças a Deus, posso dizer que fui surpreendido [positivamente!] e estou com um sorriso largo e bobo no rosto, pois, não só pude me aprimorar enquanto ser humano e profissional, como, também, deixei de lado um pouco desse “cinismo” que sentia para com os outros. Sim: ainda existem seres humanos bons neste mundo!


     Ainda em março recebemos um intercambista holandês que morará aqui em casa conosco por três meses! (:


          Iniciei na escola na semana passada. E, mais uma vez, a vida me surpreendeu! Eu que estava ansioso por saber qual nível de ensino que lidaria, efetivei numa escola do campo, onde as turmas são multisseriadas e eu, enquanto pedagogo, ficarei responsável por atender a todos os segmentos [da Educação Infantil ao Ensino Fundamental].


          Um novo desafio se põe a minha frente.


          Respiro fundo.


Estou a cada dia buscando me aprimorar e aperfeiçoar a fim de realizar um bom trabalho.


          Serão muitos obstáculos a serem ultrapassados, limitações a serem superadas, barreiras a serem desconstruídas e expectativas [pessoais] a serem alcançadas.



          De braços abertos me lanço, me jogo e me atiro. Dois mil e dezessete está ali, pronto a me receber, com um sorriso nos olhos e brilho no olhar que diz: há muitas surpresas pela frente!

Resenha: Bafinhaca e a Vingança dos Gnomos


Sinopse: Bafinhaca tem uma característica marcante: adora um cheirinho de podre e tudo que há de mais nojento. Por isso, cuida do Lixão das Bruxas com um carinho todo especial - chegou até a construir um Muro de Cheiro invisível, um escudo repugnante que protege o depósito do ataque de visitantes indesejados, principalmente dos Gnomos, seus piores inimigos. 

Isso tudo porque falta pouco para o Dia das Bruxas, quando acontecem grandes festas e em que Bruxas, Gnomos, Vampiros, Fantasmas e outros seres competem para ver quem consegue erguer a maior pilha de lixo e acender a fogueira mais vistosa - e o esplendor da fogueira das Bruxas é sempre, de longe, o melhor. Bafinhaca precisa manter a tradição, e assim vai fazer de tudo para livrar seu Lixão de invasores. 
Mas ela ainda não sabe que há outros perigos rondando a Floresta do Bruxedo: sua Vassoura acaba de descobrir que os Gnomos estão planejando um grande Vassourrapto durante o Encontro das Bruxas; e, além disso, um Gênio, daqueles que habitam lâmpadas, enganador e inescrupuloso, anda de olho no bem protegido conteúdo do seu querido e amado Lixão e não vai sossegar enquanto não puser as mãos nele. 
Junto com Tubararaca, sua melhor amiga, com quem vive brigando e fazendo as pazes, e seu fiel companheiro Tukai, Bafi vai ter de enfrentar todos esses perigos e aventuras neste segundo volume da série que conta as suas histórias.


🎃

     Quem me conhece um pouquinho sabe que sou fascinado pelo mórbido, o grotesco e seus derivados.


     Bruxas, zumbis, espíritos e fantasmas sempre fizeram parte de minha vida e abrigaram meu imaginário.


     Portanto, muitas vezes, quando vou comprar livros de literatura infantil, busco comprar algo diferenciado, que fuja do lugar comum, daquelas obras que as crianças têm um contato constante na escola… E, foi assim que conheci minha querida Bafinhaca!


     Ainda nas férias, enquanto planejava as primeiras aulas do ano [a fim de adiantar meu planejamento, pois, em fevereiro eu estaria viajando] e escolhia as possíveis leituras para o primeiro semestre, estava eu vagando pela Amazon [meu hobby favorito por sinal, rs] e vi essa simpática magricela com ar meio desesperado sobre uma vassoura. Rolou uma atração instantânea. Comprei o livro só pela capa e pela sinopse.


     Hoje, depois de tê-lo finalizado [fizemos a leitura por capítulos, dois capítulos por aula, o livro possui dezesseis], posso dizer: que leitura deliciosa!


     Escrito de maneira bem despretensiosa por parte da autora, na história acompanhamos Bafinhaca, uma bruxa que possui características bastante peculiares, dentre elas a mais marcante é: AMA um cheirinho de podre e é apaixonada por tudo o que há de mais nojento no universo! Por conta disso, Bafinhaca é responsável por cuidar do Lixão das Bruxas – ofício que realiza com muito zelo e carinho, tendo construído até um Muro de Cheiro Invisível, a fim de espantar os possíveis invasores que queiram roubar o lixo [algo que acontece todos os anos com a aproximação do Dia das Bruxas].


     Há uma tradição que acontece todos os anos no Dia das Bruxas: a construção de fogueiras feitas de lixo! E, é a partir daí, que a trama se desenrola. Bafinhaca está responsável por cuidar da organização da festa de Dia das Bruxas deste ano e, por isso, cria o Muro de Cheiro, para garantir que ninguém roube o lixo e as bruxas possam fazer [como sempre] a maior e mais impressionante fogueira de todas.


     Porém, numa sucessão de eventos curiosos e vários disparates, uma grande confusão acontece na Floresta do Bruxedo e, devo dizer, isso é maravilhoso!
A escrita de Kaye é envolvente por demais!


     Ora acompanhamos os acontecimentos do presente, ora o desenrolar de situações que levaram até aquele momento, ora passado… Enfim, ela cria uma trama muito bem amarrada e redondinha, cativante e instigante [a cada término de capítulo era uma verdadeira “luta” conseguirmos fechar o livro e aguardarmos até a próxima semana para acompanharmos as peripécias de Bafinhaca e suas amigas].


     As personagens do livro, por si só, são um encanto à parte! Além de Bafinhaca, conhecemos todas as outras bruxas e seus espíritos familiares, que possuem as características mais diversas e uns nomes maravilhosos [menção a Malfazjá e Jáfazmal que meu aluno AMOU mais que todas as outras]. Conhecemos, também, Ali Pali, um gênio que está desabrigado, pois, sua lâmpada foi quebrado por algum patife idiota. A vassoura Lenhosa, que, num ímpeto de “loucura”, acaba dando início a toda a confusão da trama. E a tribo dos Gnomos estúpidos [que em muito me lembraram os anões de Branca dos Mortos e os Sete Zumbis] que tentam a todo custo realizar um vassourapto a fim de conseguirem construir a fogueira mais impressionante de todas e ultrapassarem Bafinhaca e todas as bruxas.



     Enfim, eu poderia passar horas e horas aqui apontando as qualidades do livro Bafinhaca e a Vingança dos Gnomos, mas, sugiro que você o compre para ler com seus filhos, sobrinhos e alunos. Ou até mesmo sozinho. Um livrinho para além do lugar comum que, sem sombra de dúvidas, irá encantar as crianças [e você também!].


Bafinhaca e a Vingança dos Gnomos

Autor: Kaye Umansky
Número de páginas: 168 páginas
Editora: Companhia das Letrinhas
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Resenha: Onde vivem os monstros ♥


Sinopse: Na história escrita em 1963, o garoto Max, vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro até desembarcar na ilha onde vivem os monstros. Max, então, fica livre para mandar e desmandar, longe de regras ou restrições. Mas, quando a saudade de casa começa a apertar o peito, Max fica em dúvida sobre suas escolhas. Uma bela obra sobre a infância e a eterna luta entre a liberdade almejada pelas crianças e a autoridade dos pais, fundamental na biblioteca básica de todo leitor.


Devo iniciar dizendo que este é meu livro infantil favorito. Portanto, compreenda se, em algum momento deste post, eu me derreter além da conta falando sobre ele.


Onde vivem os monstros… o que falar?


Escrito e ilustrado por uma de minhas maiores inspirações Maurice Sendak [quando decidi lançar meu livro Confabulando me inspirei muito na trajetória literária de Maurice, quis fazer algo que, de uma maneira ou de outra, me relacionasse com ele, por isso, dentro vários motivos, resolvi escrever e ilustrar meu livro por conta própria], esta obra é, a meu ver, o que há de melhor na literatura infantil.


“Na noite em que Max vestiu a fantasia de lobo e saiu fazendo bagunça”… é assim que inicia a história. Tão simples. Tão fantástica. Tão maravilhosa. Acompanhamos Max, um menino para lá de fascinante que faz MUITA bagunça e é um tanto quanto selvagem por si só.


Max idealiza todo um mundo dentro de seu quarto e, como não podia deixar de ser, se torna rei desse mundo, dando inicio à bagunça geral. Porém, como nada é perfeito, chega um momento em que ele sente saudades de estar com alguém que realmente goste dele e, meus queridos, é aí que está a mágica do livro! acompanhamos todo o processo criativo de uma criança [ESPLENDOROSAMENTE retratado nas ilustração de Sendak que são verdadeiras obras de arte (meu sonho seria um painel ilustrado com Max e os Monstros em meu Espaço de Leitura)]; desde o momento em que é “posto de castigo” por sua mãe até o momento em que retorna do reino onde vivem os monstros, a história se desenrola de uma maneira tão fofa que é IMPOSSÍVEL você não se deliciar com a leitura!


Já o li diversas vezes. Lembro-me de quando o comprei que fiquei babando na edição PRIMOROSA da saudosa Editora Cosac Naify. Todo em capa dura, editado em papel especial, o livro é de encher os olhos. Daqueles para reunir as crianças e ler em voz alta, trazendo a tona o monstro que existe dentro de você.


Existe algo selvagem dentro de todos nós.


Onde vivem os monstros é mais uma das obras que considero INDISPENSÁVEIS ao acervo de qualquer biblioteca, seja particular ou escolar.



Há também um filme. Tão magnífico quanto um livro [num daqueles poucos casos em que o filme é tão bom quanto o livro]. Vale muito a pena assistir. Todo poético e magistralmente dirigido por Spike Jonze, com um Max que é a coisa mais fofa do universo e com os monstros retratados IMPECAVELMENTE e grandiosamente. Eu me delicio vendo o filme. A trilha sonora é um show à parte! Vale procurar para comprar, pois, sempre é possível encontrar promoções que envolvem o mesmo. Eu dei uma sorte e encontrei o bluray num valor super em conta! [agora só falto dar a mesma sorte e encontrar os funko pops]

Pôster do filme dirigido por Spike Jonze ♥




Onde vivem os monstros

Autor: Maurice Sendak
Capa dura
Número de páginas: 40 páginas
Editora: Cosac Naify 

Resenha: O carteiro chegou ♥


Sinopse: Assim como todo mundo, os contos de fadas gostam de mandar e receber cartas. João, por exemplo, mal tem tempo de agradecer o gigante pelas ótimas férias que sua galinha de ovos de ouro lhe proporcionou. Cachinhos Dourados aproveita para se desculpar com a família Urso por ter causado confusão na casa. E o que seria da bruxa sem o catálogo de ofertas do Empório da Bruxaria, que esse mês oferece uma promoção especial de mistura para torta Menino Fofo? Por isso, quando o carteiro chega é sempre uma festa, e todo mundo o convida para entrar. Mas às vezes - especialmente em caso de Lobo Mau - ele prefere recusar o chazinho e dar no pé o mais rápido possível. O livro, que é todo contado em rimas, vem cheio de cartas de verdade, postais, livrinhos e convites, com envelope e tudo.

Muito mais que apenas um livro infantil. É o que penso sobre “O carteiro chegou”. Livro que me apaixonei instantaneamente desde o primeiro contato.


Fiquei tão fascinado pela proposta dessa obra que, depois de ouvir o relato de um trabalho realizado a partir da leitura do mesmo, cheguei a casa e fui correndo para a frente do computador realizar a compra do livro.


Isso há quatro anos.


De lá para cá foram muitas às vezes em que o li. Sozinho. No período de estágio na faculdade [na verdade, o plano de aula que realizei na execução da minha aula docência do estágio foi feito tendo “O carteiro chegou” como fio condutor]. Na aula de ALE na escola. Em casa com as crianças… Enfim, foram muitos e diversos os momentos de leitura com este livro, ele é um dos meus “xodós” [tanto que até hoje ele permanece praticamente novo, apesar de tantos usos diferentes, fica envolto no plástico bolha que veio junto quando comprei, rs], de tanto carinho que sinto por ele. Creio que ao lado de “Enrico de Prata” e “Onde vivem os monstros” ele é um dos meus favoritos.


Mas, por que de tanto encantamento com esse livro?


Eu explico: em “O carteiro chegou” acompanhamos um dia na vida do Carteiro da comarca, um jovem senhor que adora tomar chá e suas cartas entregar. Faz seu trabalho com um sorriso nos rosto e vai com sua bicicleta de casa em casa entregando as correspondências. E, para surpresa do leitor, quando o Carteiro chega a seus destinos ele encontra personagens que há muito tempo conhecemos: personagens de contos clássicos do imaginário infantil. E isso é fantástico!


A cada casa que o Carteiro chega somos surpreendidos por um personagem diferente. A interação e a adição dos personagens clássicos, em situações diversas, é muito bem feita. É um deleite aos olhos [as ilustrações são fofíssimas] e aos ouvidos [o livro é todo rimado].


E a “cereja do bolo”, as correspondências entregues pelo Carteiro realmente existem! Elas vêm acondicionadas em envelopes dentro do livro, com direto a selo, remetente e destinatário [e até um carimbo de urgência!].


Cada personagem recebe um tipo de correspondência diferente [tem cartão postal, cartaz/panfleto comercial, cartão de aniversário, ofício, um minilivro, uma intimação, etc…] e isto é simplesmente SENSACIONAL!


As possibilidades de exploração e trabalho com este livro são INFINITAS! Com sensibilidade e criatividade o professor consegue montar diversas aulas e atividades e planos a serem trabalhados envolvendo “O carteiro chegou”.


Uma leitura dinâmica, fluida e cheia de detalhes [a edição é de encher os olhos, em capa dura], capaz de encantar as crianças, despertando sua curiosidade e fascinar os adultos com a qualidade que apresenta.


Daqueles livros IMPRESCINDÍVEIS e INDISPENSÁVEIS na biblioteca de qualquer escola, professor e criança.


O carteiro chegou

Autores: Janet & Allan Ahlberg
Capa dura
Número de páginas: 32 páginas
Editora: Companhia das Letrinhas
O livro está esgotado na Amazon, portanto, compre-o na Saraiva clicando aqui [corra porque são as últimas unidades!]


Resenha: Veronika Decide Morrer ♥

         
Sinopse: Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.
Só que ela acorda – e no Sanatório de Villete, o lugar de onde ninguém jamais havia fugido. Logo fica sabendo que só teria alguns dias de vida, e isso lhe desperta emoções até então desconhecidas.
Inspirado em experiências próprias, Paulo Coelho escreveu Veronika decide morrer para questionar o significado da loucura e celebrar os indivíduos que não se encaixam nos padrões do que a sociedade considera “normal”.
Ousado e esclarecedor, este romance de redenção faz um retrato tocante daqueles que estão na fronteira entre vida e morte, sanidade e loucura, felicidade e desespero, transmitindo a mensagem poética de que cada dia é um verdadeiro milagre.

[...]

     São raras às vezes em que você encontra uma obra que mudará sua vida.


          Meu caso [de amor] com Verônika Decide Morrer foi uma dessas raras exceções.


          Recordo-me vivamente, como se tivesse acontecido ontem, da primeira vez em que li este livro. Há quinze anos! Fui tomado por um sentimento tão louco, pois, até aquele momento, no “auge” de minha pós-infância/pré-adolescência/adolescência eu nunca havia sido tocado de maneira tão profunda por algo/alguém.


          Minha mente sempre foi uma profusão de ideias e pensamentos que se sobrepõem e coexistem de maneira desconexa e, muitas vezes, desordenada. Portanto, para um ‘jovem’ de quinze anos encontrar algo que falasse tão diretamente com ele é uma experiência realmente… transcendental.


          Pois bem. Não se deixe enganar por essas palavras, eu lhe imploro, Verônica Decide Morrer não é um livro para adolescentes ou infanto-juvenil, pelo contrário, estou aqui querendo apenas evidenciar que minha relação com este livro foi iniciada há muitos anos.


“Cada ser humano é único, com suas próprias qualidades, instintos, formas de prazer, busca de aventura. Mas a sociedade termina impondo uma maneira coletiva de agir – e as pessoas não param para se perguntar por que precisam se comportar assim.”


          Eu, honestamente, perdi a conta de quantas vezes já li este livro! na verdade, procuro lê-lo ao menos uma vez ao ano, pois, a cada leitura ele conversa comigo de maneira diferente. Vejo novas nuances, tenho novas interpretações…a cada nova leitura sinto como se fosse a primeira vez.


          Não sei por que, mas, eu via muito de mim em Verônica, hoje, confesso, podemos não ter tantas semelhanças quanto há algumas leituras atrás, porém, a intimidade que desenvolvemos e os inúmeros sentimentos intensos e inquietos que inundam a mente dela ainda são os mesmos [talvez até mais profundos dados a maturidade da idade].


          Verônika Decide Morrer é uma obra indispensável para todos. Não há uma categoria em que eu possa encaixá-lo [até porque acho bem desnecessário tentar “limitar” e rotular uma obra, pois, a partir do momento em que você estabelece uma categoria para a obra, você já está limitando a percepção do outro para com ela] e isso é maravilhoso.


“A loucura é a incapacidade de comunicar suas idéias. Como se você estivesse num país estrangeiro – vendo tudo, entendendo o que se passa a sua volta, mas incapaz de se explicar e de ser ajudada, pois não entendem a língua que falam ali. Todos nós, de um jeito ou de outro, somos loucos.”


Para aqueles que estão perdidos ou precisando se perder;
         
Para aqueles que se sentem afogados pelas profundas ondas de pensamentos desconexos que turbilhoam dentro de sua mente;
        
Para aqueles que, muitas vezes, experienciaram a loucura;

Para aqueles que buscam se reconectar;

Para aqueles que já decidiram morrer;

Para todos aqueles que VIVEM.

         

          Com toda a humildade do mundo, a única coisa que posso realmente dizê-los é: LEIA!


Verônika decide morrer

Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 208 páginas
Editora: Sextante
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Projeto "Um Caldeirão de Poemas"

Jaqueline e Eu num outro momento de leitura durante a Faculdade [detalhe que a criança dormiu depois de me ouvir lendo, rs]

     Hey, hi, olá, como vai?


     Quanto tempo, não é mesmo?! Pois é, retornei de viagem no dia 03 de março e aos poucos vou retomando a rotina e me [re]adaptando às atividades diárias.


     Agora parece que o ano "oficialmente" começou!


     Para dar início às atividades de dois mil e dezessete, trago hoje um pequeno projeto criado por uma amiga e eu durante o período da faculdade [adoro revisitar meus escritos antigos, para analisar e ver o quanto me aprimorei (ou não, rs)], para a disciplina de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa. É um projeto simples [aqui em meu município é bem comum se trabalhar projetos como este], porém, que pode contribuir [e muito!] para o bom desenvolvimento da leitura e escrita por parte dos alunos.


     Os objetivos do Projeto "Um Caldeirão de Poemas" são (note que os objetivos a serem alcançados com este projeto englobam o professor e o aluno, nesse caso optamos por não "separar" os objetivos):
  • Valorização da leitura como fonte de prazer;
  • Interpretar frases e expressões em textos lidos com autonomia;
  • Oferecer um repertório variado de poemas às crianças (diferentes autores da literatura infantil);
  • Entrar em contato com as características do texto poético (musicalidade, ritmo, diagramação).

     Espero que você consiga aproveitar em sala de aula com seus alunos! Abaixo disponibilizo o arquivo em imagem [pronto para impressão] e, também, o arquivo em Word, passível de edição. Fique à vontade para fazer as adaptações e adequações necessárias a realidade de sua turma.

*Para salvar clique com o botão direito do mouse sobre a imagem desejada e aperte em "Salvar link como..."



     Abraços e até breve!

Um caldeirão de poemas

Autora: Tatiana Belinky
Número de páginas: 80 páginas
Editora: Companhia das Letrinhas
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