Resenha: Onde Cantam os Pássaros ♥

     



Sinopse:Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção. Com uma prosa verdadeiramente excepcional, o estilo da autora reúne tanto clareza como substância e apresenta uma personagem inesquecível, enigmática, trágica, assombrada por um passado inescapável. Uma mulher forte, ainda que tão passível de falhas, erros e equívocos como todos nós. É uma história de solidão e sobrevivência, culpa, perda e o poder do perdão. Uma escrita visceral onde sentimos a presença de tudo, os odores, o vento, o tempo. Ela queria se isolar de tudo e todos, mas agora está cercada pela crueldade do silêncio e a mais pura manifestação da natureza. O ciclo da vida é muito mais assustador quando o fim ecoa dentro de nós. Prepare-se para descobrir uma grande autora, e um livro à sua altura.




     Este não é um livro comum.

     Acho melhor esclarecer isso desde o início.

     Um dos melhores [e mais diferentes!] livros que já li.

     Se fosse preciso classifica-lo em uma palavra, a que eu usaria seria: visceral.  

     Este [junto A Menina Submersa] é um dos livros mais belos que já vi. Em todos os sentidos. O trabalho gráfico/editorial da DarkSide beira à perfeição. É de encher os olhos. Algo simplesmente inexplicável. As páginas “pretas” do livro em consonância ao rosa da capa dão uma ideia do “tom” da obra.

     Não consigo exatamente classificar Onde Cantam Os Pássaros numa categoria. Romance. Mistério. Horror. Drama... não importa! Ele é um pouco de tudo e a autora Evye Wyld consegue reunir todos esses “gêneros” e compor uma história fascinante e envolvente. De sobrevivência e sofrimento. De reencontros e descobertas interiores. Este livro é apropriado para todos aqueles que apreciam uma boa leitura, uma escrita de qualidade e personagens profundos e complexos.


“Onde Cantam os Pássaros é um romance de beleza perturbadora.”

[BOYD TONKIN, INDEPENDENT BOOKS OF THE YEAR]



     Onde Cantam Os Pássaros nos conta a história de Jake White, uma pastora de ovelhas que vive sozinha numa fazenda.

     Conforme nos aprofundamos na leitura vamos descobrindo nuances e nos aprofundando mais na personalidade de Jake, bem como conhecendo sua história. Tanto o que viveu no passado quanto os momentos presentes.

     O livro intercala capítulos entre acontecimentos passados e presentes.

      Classifico o livro como visceral, pois, ele expõe situações e acontecimentos que, a meu ver, são muito reais. Muito do que Jake passou é palpável e pode se relacionar com a história de muita gente. Algo sombrio e inescrupuloso, porém, completamente real.

     Esse não é um livro fácil de digerir. Pelo contrário. Você se sentirá inquieto. Irritadiço. Incomodado. E aí é que está a beleza. Onde Cantam Os Pássaros é uma obra que te fará [re]pensar suas convicções. Ao término da leitura, posso afirmar, você buscará dentro de si sentido para muitas de suas certezas pessoais.

     Conforme a leitura vai se desenrolando e você vai mergulhando no universo complexo de Jake White, é impossível não fazer suposições e ir criando possíveis desfechos em sua mente. Mas, prepare-se, quando chega o final do livro tenho certeza de que você irá se surpreender. Não me aprofundarei muito para não acabar entregando o ouro. Mas só digo uma coisa: surpreendi-me.

      Um livro pouco convencional e muito profundo. Creio que todos deveriam ler Onde Cantam Os Pássaros.


     Talvez você possa odiar a obra [ou amá-la como eu], mas, independente disso, poder conhecer uma obra escrita de maneira tão profunda e intensa é algo, como afirmei anteriormente, visceral.




Onde Cantam Os Pássaros

Autora: Evie Wyld
Capa dura
Número de páginas: 256 páginas
Editora: DarkSide ♥
Compre na Amazon clicando aqui







Resenha: Psicose ♥

      


Sinopse: Livro que deu origem ao mais famoso filme de suspense de todos os tempos. Psicose conta a história de Marion Crane, que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela então vai parar no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates um homem atormentado por sua mãe controladora. Edição especial capa dura com caderno de fotos do clássico do Hitchcock. Uma verdadeira edição de colecionador, para quem gosta e entende do assunto. “
Psicose”, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. 


     Acredito que este tenha sido meu primeiro livro da Editora DarkSide . E, devo confessar, foi amor à primeira vista!


     Recordo-me de receber o livro Psicose e ficar encantado com a EXCEPCIONAL edição [que, hoje, já é marca registrada da editora]. Em capa dura, com folhas 'especiais', o livro conta com fotos e imagens do filme ao final da edição e, ainda, veio com um aviso de porta maravilhoso que diz: NÃO PERTURBE, ESTOU LENDO. Tem como não amar a DarkSide?


     Vale ressaltar que o livro foi lançado em dois formatos:  em capa comum e numa edição limitada, de colecionador, em capa dura e com fotos do filme [essa é a edição que tenho].


       No livro somos apresentados a Marion Crane que, querendo realizar seus sonhos e quitar as dívidas de seu noivo, acabando tomando uma decisão precipitada e um tanto quanto desconexa: roubar o dinheiro que seu chefe havia a incumbido de depositar no banco. Marion não é uma ladra, nem muito menos uma pessoa perversa, porém, em sua cabeça, a ideia de afanar o dinheiro do patrão para quitar as dívidas e conseguir realizar o casamento de seus sonhos é algo palpável e completamente aceitável, afinal, todas as dificuldades financeiras e perrengues que têm passado em sua vida são decorrentes do falecimento de seu pai. Portanto, Marion Crane vê nesse dinheiro a solução para todos os seus problemas. Como se o destino tivesse posto os quarenta mil dólares em suas mãos como uma recompensa depois de tanto sofrer.


     Mas, mal sabia Marion que seu sofrimento estava apenas começando.


     Uma chuva torrencial caía enquanto ela vagava pelas estradas e, tendo se desviada da estrada principal, Marion Crane acaba chegando em frente ao Bates Motel. Local isolado, fora da via principal, com um letreiro luminoso que brilhava em meio à chuva, Marion encontrou, ali, o local ideal para descansar, pôr os pensamentos em ordem e se preparar para a viagem que faria no outro dia.


     O hotel, gerenciado por Norman Bates, encontra-se praticamente abandonado. Os clientes são pouco frequentes, pois, devido a um “desvio” feito na estrada, aquela se tornou uma passagem pouco usada.


     Norman é do tipo calado. Nunca se envolveu com ninguém e vive sua vida completamente por sua mãe. Controladora e detentora de todo poder sobre Norman, Norma é uma figura que se faz presente em todos os momentos do livro. Até quando não é mencionada. Sua aura assombra todo o desenrolar da história e são muitos os momentos em que podemos evidenciar a devoção que Norman sente para com sua mãe.


     A única atividade feita por Norman Bates, além de cuidar do Bates Motel, é a taxidermia. Ele empalha animais e intercala essa atividade com a gerência do Motel e a realização das exigências de sua mãe. Porém, a chegada de Marion Crane vem desestruturar toda a base de relações existentes no Bates Motel.


     Psicose é um livro que causa um mix variado de sensações. Confesso que eu, particularmente, me sinto cativado por Norman Bates. Não sei explicar o real motivo, talvez, devo admitir, me identifico com ele.


     Norman Bates é uma figura, ao mesmo, tempo quieta e perturbada, serena e dissimulada e, sejamos sinceros, não somos todos assim?


     Um verdadeiro clássico. Uma obra-prima do terror! Psicose é um livro                  indispensável para todos os insanos amantes do horror. Após lê-lo você entenderá COMPLETAMENTE o porquê de o Sr. Hitchcook ter ficado tão obcecado com a obra [nos agraciando, assim, com um dos melhores filmes e personagens sombrios de todos os tempos!].


     Recomendo Psicose a todos. Independente de qual seja seu gênero literário favorito, esta é uma obra que o fará refletir em diversos aspectos, especialmente sobre: até que ponto a obsessão humana é capaz de perverter uma mente?


     Será que Norman era realmente maligno ou foi criado para tornar-se tal?



"Claro, o tempo é relativo. Einstein disse isso, e ele não fora o primeiro a descobrir—os antigos também sabiam, assim como alguns místicos modernos, como Aleister Crowley e Ouspensky. Tinha lido todos, tinha até alguns livros deles. A Mãe não aprovava; dizia que essas coisas eram contrárias à religião. Mas esse não era o verdadeiro motivo. Era porque, quando ele lia esses livros, não era mais o filhinho dela. Era um adulto, um homem que estudava os segredos do tempo e do espaço, e sabia os segredos da dimensão e da existência. Era como se fosse duas pessoas, na verdade—a criança e o adulto. Quando pensava na Mãe, ele voltava a ser criança, usava vocabulário de criança, referências e reações infantis. Mas quando estava sozinho, não; em verdade, não sozinho, mas afundado em um livro, era um indivíduo maduro."


*Leia o livro. Assista o filme. E, se ficar tão apaixonado por Norman Bates quanto eu, assista a série Bates Motel que retrata um Norman em idade mais nova,descobrindo suas obsessões e construindo sua relação psico-dissimulada com a mãe.



Psicose

Autor: Robert Bloch
Capa dura
Número de páginas: 256 páginas
Editora: DarkSide ♥
Compre na Amazon clicando aqui

Resenha: Cidade dos Etéreos ♥

     

Sinopse: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.

Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.
Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época - tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

     Começando exatamente de onde fomos deixados no final de O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, Cidade dos Etéreos já inicia de maneira frenética e desenfreada, fazendo com que nós, leitores, nos sintamos desnorteados e sem rumo. Tal qual nossos queridos personagens.


     Após se dividirem em barcos a fim de rumarem para fora da ilha, Jacob e as crianças peculiares [partem para uma aventura cheia de azaração... rs. Clima de Sessão da Tarde] saem à procura de salvação.


     Vale ressaltar, antes de continuar a resenha, que o primeiro livro, O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, foi publicado pela editora Leya. Porém, atualmente, os direitos de publicação são da Editora Intrínseca, responsável por lançar o segundo e o terceiro volume.


     A editora Leya fez um trabalho maravilhoso com o primeiro livro. Capaz de encantar qualquer um só de olhar para a capa.


      Mas, a Editora Intrínseca, aqui entre nós, deu ao livro o acabamento que ele merecia! Feito em capa dura e com uma "película" contendo a capa, o livro ficou sensacional! A mistura de texto envolvente e fotografias antigas, associados ao excelente trabalho editorial da Intrínseca, valorizou ainda mais a obra, fazendo dessa uma experiência única! Um misto de mistério e magia arrebata o leitor desde as frases iniciais e o acompanha durante todo o desenrolar da história. Fascinante!


     Continuando... Sentindo-se perseguidos e atormentados [com toda razão!], Jacob e os peculiares partem à procura de um local seguro. Sem poderem contar com a sabedoria e perspicácia de Srta. Peregrine [que, desde o primeiro volume, encontra-se presa à sua forma de pássaro], cabe a Emma e Jacob tomarem as rédeas da situação e prostrarem-se como "líderes" do grupo. Basicamente todas as principais decisões são tomadas pelo casal que, entre uma discrepância e outra, acaba se saindo muito bem.


     Os perigos rondam o grupo, pois, além de se encontrarem num cenário cheio de bombas e explosões e toda a sorte de perigos humanos, eles ainda precisam fugir dos temíveis etéreos, que estavam em sem encalço.


     Tendo o prazo mínimo de chegar à Londres em três dias [para conseguirem salvar a Srta. Peregrine, que corre o risco de ficar presa na forma de ave eternamente], Jacob e o grupo de peculiares vivenciam as situações mais improváveis possíveis! E, neste "meio tempo", quem ganha somos nós, os leitores. Novos personagens são apresentados magistralmente a cada virar de páginas. De um grupo de ciganos à animais falantes, somos envolvidos e mergulhados numa história rica e envolvente que te faz viajar utopicamente. Acompanhando os desdobramentos e percalços passados pelos jovens peculiares, é impossível não se comover com o companheirismo existente entre eles. 


      Cidade dos Etéreos é uma experiência deslumbrante. A cada virar de páginas uma reviravolta acontece. A cada explosão de bomba as mãos suam e você se pergunta: será que essa história terá um final feliz?


     Entre perdas e danos, lágrimas e risadas, Cidade dos Etéreos não só conseguiu manter o nível de seu predecessor, como fez aguçar ainda mais o desejo e a ansiedade para o terceiro volume da série. Ransom Riggs tem o dom de prender o leitor e fazê-lo almejar uma "vaga" no grupo de peculiares.

"Um novo mistério reside na essência do mistério da natureza." [pág. 175]

Cidade dos Etéreos


Volume II da série "O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares"
Autor: Ransom Riggs
Número de páginas: 384 páginas
Capa dura
Editora: Intrínseca
Compre na Amazon clicando aqui




Atividades ♥ A recepção de Drácula

      Hey, hi, olá, como vai?


     Depois de ter feito muito sucesso com seu jantar, Esdrúxula, a bruxa, foi convidada para cozinhar e preparar as guloseimas para a recepção do conde Drácula. Como os paladares eram dos mais peculiares, ela precisou fazer algumas adaptações e utilizar ingredientes diferenciados.


     Neste arquivo contendo cinco situações-problema o aluno será levado a revisar conteúdos previamente estudados, bem como se aprofundar e fixar cada vez mais tudo o que já viu antes, mas, que ainda possui algumas dúvidas. As situações são todas baseadas numa fictícia recepção dada pelo conde Drácula e preparada por Esdrúxula, a bruxa.


     Como o Halloween ♥ está chegando, creio que os alunos se divertirão bastante resolvendo 'probleminhas' que envolvam essas criaturas fantásticas.


     Os objetivos a serem alcançados são:
  • Aperfeiçoar a resolução de situações-problema;
  • Desenvolver o raciocínio lógico-matemático;
  • Aprimorar a interpretação de pequenos textos;
  • Identificar o tipo de operação matemática de uma situação-problema;
  • Revisar as quatro operações.



      Sinta-se à vontade para realizar as adequações/adaptações que considerar necessárias. Só te peço uma coisa: cuidado para não se sujar com a meleca de gigante!


*Para salvar clique com o botão direito do mouse sobre a imagem desejada e aperte em "Salvar link como..."



LINK PARA DOWNLOAD DO MATERIAL COMPLETO:


Clique no link ao lado, faça login na conta de sua preferência [Microsoft ou Facebook] e, em seguida, aperte em BAIXAR [na janela que se abrirá]>>> A recepção de Drácula


*Peço que, se tiver interesse em utilizá-las e/ou compartilhá-las, utilize o link de compartilhamento do blog para as redes sociais e, por favor, lembre-se de dar os devidos créditos (:



Resenha: Hellraiser ♥ Renascido do Inferno





H E L L R A I S E R

Sinopse: Escrito em 1986, Hellraiser – Renascido do Inferno apresentou ao público os demoníacos Cenobitas, personagens criados por Clive Barker que hoje figuram no seleto grupo de vilões ícones da cultura pop como Jason, Leatherface ou Darth Vader. Toda a perversidade desses torturadores eternos está presente em detalhes que estimulam a imaginação dos leitores e superam, de longe, o horror do cinema. Clive Barker escreveu o romance Hellraiser – Renascido do Inferno (The Hellbound Heart, no original) já com a intenção de adaptá-lo ao cinema. O cultuado filme de 1987 seria sua estreia na direção, e ele usou o livro para mostrar todo seu talento como contador de histórias a possíveis financiadores. Nas palavras do próprio Barker: “A única maneira foi escrever o romance com a intenção específica de filmá-lo. Foi a primeira e única vez que fiz assim, e deu resultado”. De leitura rápida e devastadora, Hellraiser – Renascido do Inferno conta a história de um homem obcecado por prazeres pouco convencionais que é tragado para o inferno. Inspirado nas afinidades peculiares do autor, o sadomasoquismo é um tema constante em sua arte.



     Entre o horror e o prazer. 


     Creio que esta seja uma frase que sintetiza coerentemente a obra-prima que se chama HELLRAISER.


     É praticamente impossível que você nunca tenha visto e/ou ouvido falar de Hellraiser – Renascido do Inferno.

Quem nunca viu essa belezura? / Google Imagens

     Recordo-me de quando era bem pequeno e via imagens do pinhead e sentia um mix de repulsa e atração. Algo meio inexplicável.


     Acho que se faz necessário que sinto uma atração devastadora por tudo que envolve o grotesco e o mórbido. Talvez, por isso, tenha gostado tanto da obra.


     Hellraiser – Renascido do Inferno é uma leitura arrebatadora! Do início ao fim você é inserido num universo carregado de sexo, tortura, sadomasoquismo e doses enervantes de dramas existenciais que farão você se perguntar e indagar: até onde iria pelo prazer? Qual é o limite para extrapolar a linha tênue existente entre dor e satisfação?


“Eu vi o futuro do terror, seu nome é Clive Barker.”
[Stephen King]

     A história se inicia com Frank Cotton, libertino confesso que já viajou os quatro cantos do mundo em busca de todas as experiências carnais possíveis, mas, após tanto viajar e experimentar, nada mais parece deixa-lo satisfeito. Frank precisa de algo que não consegue explicar. Uma nova experiência. Algo que mude completamente sua visão de mundo e prazer. É aí que sua vida começa a descarrilhar.


     Com a descoberta de uma enigmática caixa, chamada de Configuração de LeMarchand, Frank acredita que conseguirá atingir o que tanto procura: o prazer inenarrável. Acredita-se que a caixa seja um portal, uma espécie de chave que abrirá as portas do deleite e da exultação: o lar dos Cenobitas.


     Os Cenobitas são “criaturas” conhecedoras de formas extraordinárias de prazer e Frank crê que, solucionando o enigma e abrindo a caixa, poderá se tornar detentor destes conhecimentos, fazendo com que sua vida se torne uma inacreditável sucessão de prazeres e sentimentos que transcenderão seus sentidos. Porém, quando ele consegue abrir a caixa e “invocar” os Cenobitas ele percebe que nada é do jeito que ele pensava.


"Sem lágrimas, por favor. É um verdadeiro desperdício de bom sofrimento."


     O prazer, segundo os Cenobitas, é algo completamente diferente do que ele esperava que fosse. Então, ele é submetido a uma sucessão de vivências que o deixam descontrolado, à beiro do precipício da insanidade e, como se isso já não fosse o pior que poderia acontecer, tem o corpo mutilado numa espécie de tortura sadomasoquista que o acompanhará eternamente, pois, a morte, aqui, não é o limite…


     Hellraiser – Renascido do Inferno é insólito. Carregado de tudo aquilo que trazemos de mais grotesco dentro de nós mesmos, talvez, por isso, eu tenha amado tanto este livro. Clive Barker não tem medo de ousar e escreve [de maneira brilhante!] todas as cenas e acontecimentos de certa maneira, fazendo com que você sinta calafrios e, confesso, uma espécie de orgasmo mórbido.


“Barker tem um verdadeiro dom para as coisas verdadeiramente assustadoras.”

[Los Angeles Times]


     A edição primorosa e espetacular da DarkSide [eles não cansam de ser tão maravilhosos?] é um "caso à parte". A capa do livro é meio que em couro com aplicações em dourado nas palavras e na caixa de LeMarchand que vem impressa na frente. Algo inexplicável! Selo DarkSide de soberania e maestria editorial ♥


     Daqueles livros que você vê e automaticamente sente vontade de abrir, cheirar e ler! 



     Hellraiser - Renascido do Inferno


Autor: Clive Barker
Número de páginas: 160 páginas
Capa dura
Editora: DarkSide 
Compre na Amazon clicando aqui

Resenha: Ciclo das Trevas ♥ A Lança do Deserto


 Sinopse: O sol está se pondo sobre a humanidade. A noite agora pertence aos demônios vorazes, que se alimentam de uma população cada vez menor, obrigada a se esconder atrás de símbolos esquecidos de poder. As lendas falam de um Salvador: um general que certa vez reuniu toda a humanidade e derrotou os demônios. Mas seria o retorno do Salvador apenas mais um mito?


     Não sei muito bem como começar esta resenha, mas, por se tratar de um livro que mexeu tanto comigo e me fez querer devorá-lo mais e mais a cada dia, sem querer parar de ler enquanto não alcançasse o desfecho e mergulhasse mais nas areias profundas do deserto; começarei, sem mais delongas, meu relato…


     Confesso que, assim que terminei de ler O Protegido [Vol. I da série Ciclo das Trevas] pensei que seria impossível de Peter V. Brett conseguir atingir o nível de maestria que desprendeu na escrita do livro, porém, ao me deparar com A Lança do Deserto posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que ele não só conseguiu alcançar seu próprio nível de excelência como, também, o ultrapassou!


     A Lança do Deserto é um livro fantástico! Desde o prólogo o autor consegue prender sua atenção e causar inquietação ao partir de um ponto de vista que ainda não havíamos presenciado na história.


     No primeiro livro do Ciclo das Trevas, fomos introduzidos à história de três protagonistas: Arlen, Rojer e Leesha. Eles são os “pilares” que sustentam a história e, é a partir de suas histórias individuais, que o plano geral vai sendo desenvolvido.


     Creio que A Lança do Deserto seja superior a seu predecessor. Não porque o primeiro livro tenha sido ruim (pelo contrário!), mas porque nesse segundo volume Peter V. Brett consegue ampliar as dimensões da trama do Ciclo das Trevas de maneira magistral.


     As nuances e facetas dos personagens fazem com que o leitor realmente se encante e se importe com eles, sentindo uma conexão real. Você consegue simpatizar até com aqueles que, definitivamente, não deveria simpatizar! A maneira com que a escrita foi feita, tão envolvente e fascinante, faz com que nos sintamos parte da história. Como se fôssemos velhos conhecidos dos personagens e estivéssemos vivenciando as mesmas experiências que eles.


     Quando você menos esperar se verá tatuando e riscando símbolos para se proteger dos terraítas.


     A edição primorosa [como sempre!"] da DarkSide Editora é um elemento "a mais" que, somado ao texto rico, sensível e impactante do autor, tornam a experiência leitora uma verdadeira viagem ao submundo infestado de demônios e personagens surreais! 


     Recomendado não apenas a leitores que gostam de literatura fantástica, mas, a todos aqueles que apreciam literatura de QUALIDADE!


     Há livros que nos fazem querer fechá-lo e procurar outra atividade para ocupar nossa mente. Esse, definitivamente, não é o caso de A Lança do Deserto


A Lança do Deserto

Volume II da série "Ciclo das Trevas"
Autor: Peter V. Brett
Número de páginas: 736 páginas
Capa dura
Editora: DarkSide ♥
Compre na Amazon clicando aqui

Sobre expectativas e desilusões.

     

     [...]


     Sempre tive um sério problema: criava expectativas sobre tudo. Sobre amigos. Sobre família. Sobre realizações. Sobre mim.


     Hoje, aos vinte e oito anos de idade, posso afirmar que me livrei desses estigmas. Dessas marcas do passado. Sou muito feliz vivendo sem esperar nada de ninguém.


     Talvez isso possa soar grosso, rude ou até mesmo egocêntrico demais para ouvidos [olhos, no caso] mais 'conformistas'. Porém, a duras penas aprendi que: o ser humano não te valoriza.


     Pois é. Eu era daquele tipo que fazia tudo por todos. Que me desdobrava em mil para poder ajudar e satisfazer as necessidades alheias, muitas vezes deixando meus próprios anseios de lado. E, ao realizar algo para alguém, nunca tive um agradecimento sincero. Fiz tanto isso em minha vida que as pessoas acabavam associando essa atitude como algo natural de minha essência, daí, não precisavam me valorizar nem nada, afinal, eu sempre estaria ali. À disposição. Pronto para ajudar.


     Agora, depois de muitos tapas e socos no estômago e noites mal dormidas e bolsas debaixo dos olhos, creio que cheguei num patamar de consciência interior muito elevado. Vivo por mim e para mim, em primeiro lugar. Mas, devo confessar, o ser humano é tão vil e asqueroso que sempre encontrará uma maneira de alfinetar essa bolha de segurança que você consegue consetruir à sua volta.


     [..]


     A pior coisa é lidar com gente ignorante. Não ignorante no sentido de rudez [porque essa pessoas são muitos fáceis de lidar, pelo menos a meu ver]. Mas ignorante de sabedoria. Pessoas que batem no peito e proferem palavras e mais palavras, falando muito de nada e um excesso de coisa nenhuma. Palavras vazias que não levam a lugar algum.


     Sabe qual é o artifício mais utilizado pelos ignorantes? Elevar a voz e levantar o dedo indicador.


     Como eles amam fazer isso!


     Talvez, em suas mentes dissimuladas isso transmita autoridade.


     [.] 


     Ajudar sem ver a quem, porque nós somos o mundo, glória a Deus e amém. Às vezes isso causa desdém, mas, há um porém: sua ignorância me fez de refém.


     [ ]