Sinopse: Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.
Só que ela acorda – e no Sanatório de Villete, o lugar de onde ninguém jamais havia fugido. Logo fica sabendo que só teria alguns dias de vida, e isso lhe desperta emoções até então desconhecidas.
Inspirado em experiências próprias, Paulo Coelho escreveu Veronika decide morrer para questionar o significado da loucura e celebrar os indivíduos que não se encaixam nos padrões do que a sociedade considera “normal”.
Ousado e esclarecedor, este romance de redenção faz um retrato tocante daqueles que estão na fronteira entre vida e morte, sanidade e loucura, felicidade e desespero, transmitindo a mensagem poética de que cada dia é um verdadeiro milagre.
[...]
São
raras às vezes em que você encontra uma obra que mudará sua vida.
Meu
caso [de amor] com Verônika Decide
Morrer foi uma dessas raras exceções.
Recordo-me
vivamente, como se tivesse acontecido ontem, da primeira vez em que li este
livro. Há quinze anos! Fui tomado por um sentimento tão louco, pois, até aquele
momento, no “auge” de minha pós-infância/pré-adolescência/adolescência eu nunca
havia sido tocado de maneira tão profunda por algo/alguém.
Minha
mente sempre foi uma profusão de ideias e pensamentos que se sobrepõem e
coexistem de maneira desconexa e, muitas vezes, desordenada. Portanto, para um ‘jovem’
de quinze anos encontrar algo que falasse tão diretamente com ele é uma
experiência realmente… transcendental.
Pois
bem. Não se deixe enganar por essas palavras, eu lhe imploro, Verônica Decide
Morrer não é um livro para adolescentes ou infanto-juvenil, pelo contrário,
estou aqui querendo apenas evidenciar que minha relação com este livro foi iniciada
há muitos anos.
“Cada ser humano é único, com
suas próprias qualidades, instintos, formas de prazer, busca de aventura. Mas a
sociedade termina impondo uma maneira coletiva de agir – e as pessoas não param
para se perguntar por que precisam se comportar assim.”
Eu,
honestamente, perdi a conta de quantas vezes já li este livro! na verdade,
procuro lê-lo ao menos uma vez ao ano, pois, a cada leitura ele conversa comigo
de maneira diferente. Vejo novas nuances, tenho novas interpretações…a cada
nova leitura sinto como se fosse a primeira vez.
Não
sei por que, mas, eu via muito de mim em Verônica, hoje, confesso, podemos não
ter tantas semelhanças quanto há algumas leituras atrás, porém, a intimidade
que desenvolvemos e os inúmeros sentimentos intensos e inquietos que inundam a
mente dela ainda são os mesmos [talvez até mais profundos dados a maturidade da
idade].
Verônika Decide Morrer é uma obra
indispensável para todos. Não há uma categoria em que eu possa encaixá-lo [até
porque acho bem desnecessário tentar “limitar” e rotular uma obra, pois, a
partir do momento em que você estabelece uma categoria para a obra, você já
está limitando a percepção do outro para com ela] e isso é maravilhoso.
“A loucura é a incapacidade de
comunicar suas idéias. Como se você estivesse num país estrangeiro – vendo
tudo, entendendo o que se passa a sua volta, mas incapaz de se explicar e de
ser ajudada, pois não entendem a língua que falam ali. Todos nós, de um jeito
ou de outro, somos loucos.”
Para
aqueles que estão perdidos ou precisando se perder;
Para
aqueles que se sentem afogados pelas profundas ondas de pensamentos desconexos
que turbilhoam dentro de sua mente;
Para
aqueles que, muitas vezes, experienciaram a loucura;
Para
aqueles que buscam se reconectar;
Para aqueles que já decidiram morrer;
Para
todos aqueles que VIVEM.
Com
toda a humildade do mundo, a única coisa que posso realmente dizê-los é: LEIA!
Verônika decide morrer
Autor: Paulo Coelho
Número de páginas: 208 páginas
Editora: Sextante
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