Resenha: Entre nuves


Sinopse: Essa é a história de uma menina que sonhava em ser como um pássaro para poder ter uma nuvem só para ela. “Ela pensava: ‘Lá em cima, alguma coisa existe. Deuses, fadas, anjos ou gente de verdade’.” Porém, na cidade em que vivia, ninguém tinha tempo para sonhar. A menina resolve subir na montanha mais alta daquele lugar para poder pegar uma nuvem. Nessa montanha vivia um menino. Ele não achava a menor graça em olhar o céu, mas achava o sorriso da menina a coisa mais bela do mundo. E para vê-la sorrir para sempre, ele deu o melhor presente que ela poderia imaginar...


          André Neves… o que dizer desse cara?
         
         
          Acho que, inicialmente, deve-se dizer que ele é simplesmente INCRÍVEL! André escreve, ilustra e cria obras fantásticas, carregadas de uma sensibilidade poética ímpar. Dono de um traçado marcante e característico, André cria livros que fascinam, encantam e nos transportam a lugares incríveis e fascinantes.


“De repente, aconteceu.
As nuvens pararam sobre a cidade.”


Em Entre nuvens conhecemos uma menina que vivia admirando o céu. Uma menina que admirava os pequenos prazeres da vida. Uma pequena "Amélie Poulain" que se fascinava com as coisas belas a seu redor, como o clarear do sol e a perda lentamente do dia ao anoitecer. Se ela pudesse, pensava, teria uma nuvem só para si.


A menina, de uma sabedoria sem precedentes, pensava que lá em cima, no céu, alguma coisa existe, deuses, fadas, anjos ou gente de verdade. Ela não se cansava de olhar para o alto e sonhar, perder-se em pensamentos e devaneios que a suprimiam e encantavam. Enquanto a menina sonhava os moradores da cidade não tinham tempo algum para fantasiar, pelo contrário, eles até achavam que a menina já tinha ficado com a cabeça nas nuvens.


O livro segue com o encantamento da menina para com o céu. E conhecemos um menino que morava um pouquinho distante daquela cidade, bem no alto de uma montanha. Ele não achava graça alguma em olhar o céu. Mas, não deixou de se admirar com a coragem da menina que, desbravando a maior montanha dali [onde morava o menino] adentrou-se em sua casa, sem ao menos licença pedir, a fim de pegar uma nuvem para si.


“Para mim é o que há de mais belo no mundo.”


O menino, deslumbrado pelo sorriso da menina, e querendo vê-la sorrir sempre, costurou vários lençóis e deu-lhe de presente um balão. A menina subiu, subiu, subiu e encheu o céu de cores e sorrisos. O leitor, a cada virar de página, se encontrará como a menina: com um sorriso largo e fácil nos lábios e com os olhos brilhando, fantasiando, experimentando sonhos e devaneios que o levarão para além das páginas. Para além das nuvens. Para o céu.


Entre nuvens é mais um primor literário de André Neves [que, hoje, é uma de minhas grandes inspirações, assim como Eva Furnari e Maurice Sendak]. De uma doçura infinita, texto e imagens conversam entre si, transbordando amor a cada página e levando o leitor a se [re]encontrar com seus próprios sonhos e desejos.


Por vezes achamos que não temos tempo para contemplar o que está à nossa volta. Que a vida é muito corrida para se permitir curtir os pequenos prazeres da vida, mas, Entre nuvens nos mostra que tudo se torna mais colorido e carregado de sorrisos quando nos permitimos VIVER conforme nosso próprio ritmo.


*Premiado pela Revista Crescer

*Selo Altamente Recomendável FNLIJ


Entre Nuvens

Autor: André Neves
Número de páginas: 32 páginas
Editora: Brinque-Book
Compre na Amazon clicando aqui

Resenha: O Exorcista


Sinopse: O Exorcista é provavelmente a referência principal de qualquer apreciador do terror no cinema. O que nem todo mundo sabe é que a história original que inspirou o longa foi publicada dois anos antes, em 1971, pelo escritor e roteirista William Peter Blatty. Após ler uma matéria sobre o exorcismo de um garoto de 14 anos, Blatty concebeu a perturbadora trajetória de Chris MacNeil, uma atriz que sofre com as inesperadas mudanças de comportamento de sua filha, Regan. Quando a ciência não consegue descobrir o que há de errado com a menina e uma nova personalidade demoníaca parece vir à tona, Chris busca a ajuda da Igreja no que parece ser um raro caso de possessão demoníaca.



Olá! Hoje tentarei falar sobre o clássico-mor do terror: O Exorcista de William Peter Blatty. É muito difícil falar sobre uma história tão conhecida por todos, pois, as opiniões e perspectivas podem ser bastante variantes entre um sujeito e outro, porém, hoje darei o meu ponto de vista deste livro que, já vou resumindo, é simplesmente ESPETACULAR!


O Exorcista, o filme, é um de meus favoritos de todos os tempos. Sou completamente fissurado pela atmosfera gélida e envolvente que me prende toda a vez que assisto, como se fosse a primeira vez. Fico com uma sensação de imobilidade perante a televisão, quase que em transe hipnótico. É fantástico. Porém, ainda não tinha lido o livro. Já o havia comprado há um tempo, mas, não tinha tido o tempo de lê-lo. Aproveitei este período de recesso escolar para realizar a leitura.


Enquanto lia, fiquei com tanta raiva de mim mesmo pensando: Helder, por que você demorou tanto tempo para ler esta obra prima?


O livro é FANTÁSTICO! Consegue superar o filme no quesito “atração”, pois, me vi preso às páginas, fissurado, hipnotizado querendo ler e ler e devorar aquelas páginas a fim de chegar ao final. Mesmo já conhecendo a história! E isto é fantástico. Mostra o PODER da escrita de Blatty, pois, mesmo se tratando de uma história extremamente difundida e conhecida, não pude deixar de me ver pasmo ao ler as descrições dos acontecimentos de Regan e o reflexo desses acontecimentos àquelas que estão a seu redor.


O Exorcista já vendeu mais de 13 milhões de exemplares. Para quem viveu numa bolha nas últimas décadas ou estava fazendo uma viagem à lua, O Exorcista nos apresente a história de Regan, uma doce garota de doze anos que acaba sendo acometida por uma entidade que toma seu corpo, fazendo-a definhar e criando dúvidas para sua mãe e todos os que têm contato com ela que, ao verem-se diante daquela insana transformação da garota, buscam as mais variadas formas de solucionar este caso, passando por inúmeros médicos, realizando vários tratamentos e aplicando vários medicamentos na menina, até verem-se obrigados a apelar para algo além do convencional: um exorcismo.


A história é muito bem construída e escrita. Blatty faz despertar em nós sentimentos estranhos, insanos e sombrios. Fazendo-nos encarar nossos próprios medos e, em muitos momentos, questionar nossas crenças e fé. Sua escrita rica em detalhes e sensações justifica o porque depois de tanto tempo [o livro foi publicado originalmente em 1971] O Exorcista continua despertando o interesse dos leitores de várias gerações. Estabelecendo-se como o clássico-mor da literatura sombria.


O Exorcista vai muito além do que se espera e, contradizendo o senso comum, não é um livro que promova o ocultismo, satanismo ou qualquer outra baboseira que os leigos [entenda-se aqui, quem ainda não o leu] possam pensar, pelo contrário, é uma história que trata sobre a natureza humana, sobre qual é limite de suas crenças [ou a falta delas]. Para além da batalha entre o bem e o mal, O Exorcista é uma reflexão sobre a vida e a morte. Sobre o quão finita é a existência física e infinita é a existência espiritual.


Mesmo já conhecendo o final da história, me senti completamente emocionado ao ler. O final é poderoso e encerra gloriosamente o livro.



O Exorcista é uma leitura ESSENCIAL, não apenas para os amantes do gênero, mas, para todos que apreciam uma história RICA e bem ESCRITA.



O Exorcista

Autor: William Peter Blatty
Número de páginas: 336 páginas
Editora: Harper Collins Brasil
Compre na Amazon clicando aqui

Resenha: O pacto do bosque


Sinopse: Todas as noites, os dois irmãos pedem para que a mãe lhes conte a mesma história: a dos coelhinhos que fogem de casa em direção ao bosque e, ao se perderem, encontram uma grande e triste loba, que chora por ter perdido a visão e não poder cuidar dos filhotinhos que estão por nascer. Tocante e poético, o enredo aborda o poder transformador do amor, da amizade e da gratidão. Um livro que instiga a reflexão sobre a natureza das relações entre os diferentes e desconstrói a noção de que elas precisam se basear no conflito.

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     Há algumas leituras que, mesmo antes de realizá-las, você já sabe [ou sente] que serão especiais. Este foi o caso de O pacto do bosque, publicado pela Editora Pulo do Gato 


     Não sei o porque, mas, desde quando vi sua capa pela primeira vez senti uma atração instantânea e eu sabia que, cedo ou tarde, aquele livro deveria fazer parte de meu acervo literário. Adicionei-o a minha lista de desejos imediatamente.


     O tempo foi passando, comprei mais alguns livros da editora, recebi outros por meio de nossa parceria, mas, O pacto do bosque continuava em minha lista, olhando para mim com sua bela e artística capa. Decidi, então, comprá-lo durante a Black Friday, fiz um levantamento prévio a fim de decidir quais livros de minha lista de desejos eu iria comprar e o inclui no montante.


      Porém, como num bom conto de fadas, houve uma pequena e agradável reviravolta: a adorável Júlia Martins, responsável pelo contato entre a editora e os parceiros, enviou-me um e-mail perguntando se havia algum livro específico no extenso [e incrível!] catálogo da editora que eu gostaria de receber em especial. E não deu outra! Imediatamente respondi dizendo que o escolhido era: O pacto do bosque.


     Bom, o livro chegou e, para minha surpresa, superou TODA e QUALQUER expectativa que eu havia criado para com ele!


       O livro é incrivelmente lindo. O texto é de uma leveza e sensibilidade capazes de comover e envolver leitores de qualquer idade.


      As ilustrações funcionam como verdadeiros ímãs, atraindo seus olhos para toda a extensão das páginas, fazendo-os percorrem as dimensões do papel analisando, observando e se deslumbrando com o traçado assombrosamente mágico de Beatriz Martin Vidal. Percorri o livro inteiro me deliciando com as ilustrações e com uma sensação de familiaridade que não sabia ao certo do que se tratava, até chegar ao final do livro e ver que a ilustradora também ilustrou um dos livros mais lindos [e experiências mais fantásticas de leitura que já tive em minha vida como professor] que já li na vida: Íris - Uma despedida [confira o relato de minha experiência de leitura deste livro clicando aqui]!


          Uma das coisas que mais me emocionaram, de imediato, foi a maneira com que o livro se inicia [tão semelhante aos momentos que vivo aqui em casa, em meu Espaço e vivi durante meus anos de trabalho em sala de aula]: a mãe bem juntinha às crianças, com elas aninhadas num momento de aconchego e intimidade afetuosa para o momento da história antes de dormir. Achei muito bacana e me relacionei completamente, pois, muitos foram os momentos que vivi assim, deitado, com os “guris” sob meus braços, aconchegados como se fôssemos uma família de passarinhos, bem atentos para ouvir histórias que, muitas vezes, como no caso de Paula e Gustavo, eram repedidas.
         

          Em O pacto do bosque todas as noites as crianças, Paula e Gustavo, pedem a sua mãe para contar a mesma história. A mãe conta a história da trégua envolvendo lobos e coelhos que, devido a certo acontecimento no bosque, tornaram-se amigos. No livro há uma “história dentro da história”. Acompanhamos a mãe contar a história dos dois coelhinhos irmãos, Orelhinha [que a tudo ouvia com suas grandes e poderosas orelhas] e Lambe-Lambe [que, por ser filhotinho, tudo lambia] que, apesar de terem ouvido sua mamãe coelha dizer que não deveriam entrar no bosque, um dia a desobedeceram e partiram para uma inesperada aventura em meio aos perigos que os cerceavam.


          Dentro do bosque os dois coelhinhos seguem tranquilamente, sem se atentaram a o quão dentro do bosque estavam se enfiando até que se dão conta de uma coisa assombrosa: estavam perdidos! Porém, mesmo sem saber como voltar para casa e com a escuridão imponente sobre eles, os dois irmãos ouvem um grunhido, um soluçar acompanhado de um choro. Os dois, impetuosos e aventureiros, dirigem-se até a origem do som e se deparam com uma loba prenha, com os olhos cobertos por lama, dizendo que havia ficado cega e estava desesperada por não saber se conseguiria cuidar de seus filhotes nesta situação.


O coelhinho Lambe-Lambe, que a tudo lambia, vendo as lágrimas escorrendo pelos olhos da loba aproxima-se e passa a lamber seus olhos removendo, assim, todo o barro e lama que havia sobre os olhos da loba que, imediatamente, volta a enxergar. E assim a loba, emocionando-se por ter sido salva de sua situação precária, acolhe os dois coelhos e os mantém aquecidos durante a noite, levando-os para casa na manhã do outro dia.


          E, assim, instaurou-se o pacto do bosque. Os lobos passaram a acreditar que a saliva dos coelhos é mágica e, por isso, nunca mais deveriam lhe fazer mal.


          Vale ressaltar que as ilustrações, enquanto acompanhamos a aventura de Orelhinha e Lambe-Lambe pelo bosque, retratando os dois personagens de maneira muito semelhante às duas crianças que ouvem atentamente a mãe contar-lhes a história na cama. Os coelhinhos são, na verdade, as duas crianças fantasiadas. O que dá um ar muito mais lúdico e nos faz ouvir e acompanhar a história como se nós leitores fôssemos crianças como Paula e Gustavo, que nos inserimos e somos representados pelos personagens que acompanhamos.


No final do momento de leitura, Paula pergunta à sua mãe se realmente havia mágica ou se o que havia acontecido era apenas a remoção do barro que estava sobre os olhos da loba. A mãe, poeticamente responde:

“Bem, querida, quem há de saber o que aconteceu? [...]  Na realidade, o que curou foi o amor.”


          Li o livro para meu aluno José Leone e, ao final da leitura, enquanto conversávamos, perguntei o que ele achava que de fato tinha acontecido. Se havia magia nos pequenos coelhos ou se apenas o acaso havia acontecido, com Lambe-Lambe removendo o barro dos olhos da loba. Ele, com a sensibilidade mágica e poética de uma criança me respondeu: “MAS É CLARO QUE A LÍNGUA DELE ERA MÁGICA!”.


          Pois é, O pacto do bosque é tudo aquilo e muito mais do que eu esperava. Uma fábula que trata sobre o amor, infância, coragem e amizade. Terminei a leitura com um sorriso bobo nos lábios, com os olhos brilhando e me enxergando completa e inteiramente na mãe que, ao observar seus filhos adormecerem, pensou que o amor era mesmo inexplicável…


*Livro recebido em parceria com a Editora Pulo do Gato 


O pacto do bosque


Autor: Gustavo Martín Garzo
Número de páginas: 32 páginas
Editora: Pulo do Gato 
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Resenha: Adivinha quanto eu te amo


Sinopse: Um coelhinho se esforça para mostrar o amor que ele sente pelo pai. O Coelho Pai entra na brincadeira, mas ambos percebem que não é fácil medir o amor. Esta é uma edição comemorativa dos vinte anos de lançamento do clássico Guess How Much I Love You, que em português recebeu o título Adivinha quanto eu te amo, sucesso entre crianças e adultos do mundo todo.


🐰🐇🐰


     Há alguns livros que possuem o status de clássicos. Seja por sua importância na literatura, pela sua fama, por sua qualidade... Enfim, são diversos os motivos que podem estabelecer um livro como um clássico literário, mas, nós não estamos aqui para esmiuçar esses fatores.


     O livro que trago hoje, no meu ponto de vista, é um verdadeiro clássico da literatura infantil: Adivinha quanto eu te amo. É praticamente impossível alguém que não o conheça. Em muitas escolas, especialmente as de Educação Infantil, há este livro nos acervos. E, também, ele fez parte de uma campanha da Coleção Itaú de livros infantis.


     Em Adivinha quanto eu te amo encontramos o Coelhinho e o Coelho Pai, bem na hora de ir para cama. Antes de se deitar para dormir, o Coelhinho resolve se agarrar firmemente nas longas orelhas do Coelho Pai [para ter certeza de que este realmente estava ouvindo] e começa uma série de "declarações de amor", tentando dimensionar o quanto ama seu pai utilizando seus membros e partes do corpo para tentar "medir" o tamanho de seu amor pelo pai.


     O livro é de uma fofura e sensibilidade que aquecem o coração! A cada virar de páginas o Coelhinho vai dizendo o quanto ama o Coelho Pai [esticando os braços o máximo que podia, virando de ponta-cabeça...] e o pai, a cada declaração, vai expondo para o pequeno filho o quanto também o ama, utilizando as "medidas" prévias que o Coelhinho dá e aumentando-as um pouco mais.


     Este livro nos remete a uma memória afetiva muito especial, pois, me recordo muito da infância de minha sobrinha Ester. E, decidi escrever sobre ele, pois, nesta semana o compartilhei com meu aluno José Leone. Pusemos nossas orelhinhas de coelho, sentamos na varanda em meio às plantas e nos preparamos para ler. Brincamos que nós dois éramos os personagens dos livros, porque, assim como eles, nós dois também nos amamos e somos um pequeno e outro grande. Foi um momento muito fofo, que serviu para estreitar nossos laços afetivos que, a cada dia, vêm se fortalecendo.


     Sou meio bobo, mas, ainda me admiro como e quanto um livro, já tão "antigo" pode surpreender e causar tantos sentimentos bons. Gosto de coisas assim, sabe? Coisas simples, mas, cheias de significados.


     Adivinha quanto eu te amo é daqueles livros para curtir 10, 100, 1000 vezes! Essencial para a formação dos pequenos leitores que, com certeza, se encantarão com a relação pai-filho exposta pelo livro. Tratando o amor de forma poética e extremamente sensível [com ilustrações para lá de encantadoras!], Adivinha quanto eu te amo é um livro NECESSÁRIO no acervo de qualquer biblioteca e espaço de leitura.


Adivinha quanto eu te amo

Autor: Sam McBratney
Número de páginas: 32 páginas
Editora: WMF Martins Fontes
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Tia Rogéria: sobre memórias afetivas e emoção


Sabe aquele momento em que você para um pouco e pensa na sua vida e vê como Deus é maravilhoso e Te ama, mesmo sem você merecer...


Recordando o passado, relembrando tudo o que vivi, o que sofri, o quanto chorei, os sonhos, anseios, dores, me vejo numa casinha de friso, com piso de tábuas bem enceradas, com um total de 30 metros quadrados e 3 filhos, lá em 1982, quando ainda nesse período do ano, montava a árvore de Natal com as crianças, enfeitando com muita luz e brilho e adorava ver seus olhinhos brilhando (apesar da simplicidade dos presentinhos...). Sinto-me privilegiada em estar hoje (2017), graças a Deus, junto com meu filho Helder, ampliando nosso “cantinho”, com piso em todo o terreno, área coberta para atender nossas crianças e todos os que quiserem prestigiar nosso trabalho no Espaço de Leitura – Confabulando...


Falar de coisas assim me faz chorar emocionada com a bondade de Deus e o quanto Ele é misericordioso! Faz-me lembrar de minha querida irmã Rô que, tenho certeza, estaria nos apoiando a cada momento, a cada conquista incentivando esse projeto que tem tudo para dar certo! Está dando muito certo!!!


E creio que logo, com a ajuda de Deus e de nossos queridos amigos, estaremos “reinaugurando” esse espaço tão maravilhoso na vida das nossas crianças do morrão!!!


 Tia Rogéria

Resenha: A raposa amiga - A história de uma raposa diferente



Sinopse: Arnoldo Raposo amava galinhas. Ao contrário de sua família, jamais pensaria em caçá-las. Ele passava horas admirando as barulhentas aves no quintal, ciscando aqui e acolá. Certo dia, enquanto passeava pela fazenda, ele viu uma placa na porta da Sra. Galinácea: ela precisava de uma babá urgentemente! Arnoldo não perdeu tempo e se candidatou. E logo ele tinha seis lindos e fofos pintinhos para cuidar e não poderia estar mais feliz! Até que uma noite seus parentes resolveram caçar na fazenda...E agora? O que é que vai acontecer? Arnoldo conseguirá proteger suas amigas? E os pintinhos ficarão a salvo? Venha conhecer a babá raposa e descubra o final dessa divertida história! Em um livro divertido, colorido e emocionante, as crianças vão aprender que a verdadeira amizade pode vir de onde menos se espera e que as diferenças só são um problema se as enxergarmos assim.

🦊

          Eu adoro quando livros aparentam ser bem simples, mas, na verdade proporcionam grandes momentos de leitura!


          Lembro-me vividamente de quando comprei A raposa amiga. Foi lá em dois mil e treze, eu voltava de um estágio da faculdade e encontrei o livro numa lojinha no município onde estudava. Encantei-me de imediato pelo título e pela capa.


          Em A raposa amiga conhecemos Arnoldo Raposo que AMAVA galinhas. Mas, diferentemente de sua família, ele não gostava delas para comer e sim como amigas!


          Arnoldo Raposo passava horas e horas a fio observando as aves ciscarem aqui e acolá e ficava fascinado com elas colocando ovos por toda a parte da fazenda. Mas, a família de Arnoldo tinha pensamentos completamente opostos aos seus. A mamãe Raposo, o papai Raposo, Lucy e Dênis [seus irmãos] amavam comer galinhas, as consideravam extremamente deliciosas e consideravam uma verdadeira tradição familiar a caça de galinhas para consumo próprio.


          Após passar semanas num verdadeiro “curso intensivo para roubar galinhas da fazenda”, onde a mamãe Raposo mostrou como rastejar pela floresta, entrar no galinheiro sem fazer barulho, espremer-se para passar por um buraco, agarrar uma ou duas galinhas sonolentas e fugir correndo como se não houvesse amanhã antes que o fazendeiro pudesse pegá-los, Arnoldo Raposo decidiu, tristemente, que era hora de sair de casa.


          A cada virar de páginas vamos acompanhando a jornada de Arnoldo que, imediatamente após sair de casa, conseguiu um emprego de babá de pintinhos [emprego este conseguido depois de convencer a Sra. Galinácea de que tinha condições de cuidar de seus pequenos filhotes].


          A raposa amiga é um livro encantador. Daqueles para ler em voz alta com os pequenos e se deliciar com as ilustrações fofíssimas! Nesta semana o li com meu aluno José Leone e, para além da leitura, conversamos sobre animais e suas características, realizamos contagem com os bichinhos da fazenda e, ainda, treinamos a leitura de palavras simples!



O desfecho do livro é uma gracinha. Um verdadeiro final feliz. A raposa amiga é a história de uma raposa diferente que, contornando as tradições familiares e o que se esperava dela, assume uma postura diferente e encontra novos amigos. Bem como uma nova família!


A raposa amiga - A história de uma raposa diferente


Autor: Georgie Adams
Número de páginas: 28 páginas
Editora: Fundamento
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Dicas de livros - Dia da Consciência Negra



          Segunda-feira, dia 20 de novembro, é "comemorado" o Dia da Consciência Negra.


          Todos os anos, com a proximidade da data, vemos vários professores compartilhando projetos e trabalhos desenvolvidos com o livro Menina bonita do laço de fita. Não tenho absolutamente NADA contra este livro [pelo contrário, tenho um carinho muito grande por ele, pois, me faz lembrar de minha sobrinha Ester], porém, de uns anos pra cá, notei a “superficialidade” com que os professores “comemoram” essa data em suas salas de aula.


          É usual vermos, nesta época, fotos de professores com turbantes e lindas bonequinhas pretinhas confeccionadas pelos alunos como resultado do projeto do Dia da Consciência Negra. Mas… será que é tão difícil buscarmos algo para além do habitual?


          Quem me conhece sabe que não sou muito fã de datas comemorativas, devido a maneira com que elas são abordadas em nosso sistema educacional. Mas, o Dia da Consciência Negra, a meu ver, é extremamente importante, porém, parto da premissa de que, PARA MIM, TODO DIA É DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. Tendo em vista o histórico de opressão com que nossa República foi criada, devia-se valorizar muito mais aqueles que, literalmente, deram seu sangue para a construção de nosso país.


          Enfim… hoje uma querida amiga me pediu indicações de livros para serem lidos e contados e mediados e apresentados às crianças e eu imediatamente corri até o pequeno acervo de meu Espaço de Leitura para ofertar algumas opções diferenciadas para ela compartilhar com as crianças.


          Os livros apresentados abaixo foram selecionados levando em consideração alguns critérios [critérios que uso durante a seleção e compra dos livros para compor o acervo do Espaço de Leitura]: qualidade literária + projeto gráfico + olhar sensível + capacidade de gerar debates e discussões.


          Espero que vocês curtam as indicações e sintam o desejo de adquirir os livros abaixo. São todos fantásticos e extremamente sensíveis e tenho a certeza de que irão gerar boas conversas pós-leitura!


Letras de carvão 


Autora: Irene Vasco
Número de páginas: 36 páginas
Editora Pulo do Gato
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 Este livro é tão lindo! Ele arrebata o leitor já com sua primeira frase:

“Gosto tanto de ver você escrevendo seus contos, meu filho.”


          Lembro-me que quando ele chegou aqui em casa mamãe chorou ao ler. Letras de carvão trata-se de uma história sensível. Uma história de amor.


          Amor pelo conhecimento. Amor pelas palavras. Amor por compartilhar histórias.

Sinopse: Na pequena cidade de Palenque quase ninguém sabia ler. Com o propósito de ajudar a irmã a decifrar as cartas que recebia, e contando com a ajuda do dono da mercearia, a menina começa a descobrir o que as letras e as palavras significam, e não demora muito para que um mundo novo de possibilidades se abra para ela e para todos os habitantes de seu povoado. Essa é a história que a mãe conta ao filho ao se lembrar da própria infância e de como aprendeu a ler e a escrever.
Release da Editora Pulo do Gato: Ao contar uma história dentro de outra história, esta tocante narrativa conta também como os habitantes dos pequenos povoados e das comunidades quilombolas puderam se transformar em leitores sem que para isso tivessem de perder o vínculo com suas tradições mais genuínas.



          Letras de carvão foi baseado nos relatos de mães comunitárias durante oficinas de leitura ministradas pela autor Irene Vasco.



Esperando a chuva



Autora: Véronique Vernette
Número de páginas: 36 páginas
Editora Pulo do Gato
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          Em Esperando a chuva conhecemos uma menina que vive em um povoado onde não chove há muitos meses. Sua casa, seu quintal e todas as ruas do povoado estão completamente secos e empoeirados. E, naquele dia, a menina resolve esperar a chuva. Essa é a premissa do livro.


          Enquanto o dia vai passando acompanhamos os acontecimentos que cerceiam o ambiente social o qual a menina está inserida. Da porta de sua casa ela vai acompanhando tudo que se passa à sua volta: o caminhão com a lenha, o costureiro ambulante fazendo barulho com sua enorme tesoura, o garoto do barril com a água para as pessoas… O tempo vai passando, o céu vai escurecendo e o vento, cada vez mais forte, faz papel de trombeta e anuncia: a chuva está chegando!


          Esperando a chuva é uma narrativa simples e envolvente. Com ilustrações riquíssimas que enchem os olhos, nos aproxima um pouco mais da cultura e realidade de muitos povos africanos.

Sinopse: O livro explora uma temática universal – a necessidade de o homem adaptar-se às adversidades da natureza. Novas perspectivas e proporções são exploradas nas ilustrações e na disposição do texto, estimulando diferentes formas de olhar e relacionar imagem e texto no espaço da página. O texto curto, em primeira pessoa, provoca a identificação com os pequenos leitores que estão começando a ler os fenômenos da natureza por meio da observação e da convivência com sua comunidade.

         *Selo Altamente Recomendável FNLIJ 2015
* Seleção Destaques 2014, Revista Emília



Os sete novelos – Um conto de Kwanzaa


Autora: Angela Shelf Medearis
Número de páginas: 40 páginas
Editora Cosac Naify
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          Em Os sete novelos – Um conto de Kwanzaa conhecemos um senhor pai que, após a morte de sua esposa, tornou-se pai e mãe de seus filhos. Eram sete irmãos muito bonitos, com pele tão lisa e escura quanto o ébano mais legítimo. Porém, o velho papai vivia decepcionado e entristecido com seus filhos: os garotos, diariamente, do nascer do sol até o fim da noite, viviam discutindo e digladiando-se entre si.


Com a morte do pai, os sete irmãos foram convocados pelo chefe da aldeia que havia ficado incumbido de repassar para os sete filhos a herança deixada pelo pai. Cada um dos irmãos recebeu um novelo de uma cor diferente e, juntos, eles deveriam aprender a fazer ouro com os novelos de fios de seda ante de poderem usufruir de todas as posses e propriedades deixadas pelo pai [que seriam divididas igualmente após os irmãos conseguirem realizar o desejo do pai].


O livro é muito gostoso de ler e o leitor consegue se relacionar e identificar com a história IMEDIATAMENTE, pois, ela trata de valores universais que fazem parte da vida de todos os seres humanos.


Kwanzaa significa 'primeiros frutos' na língua suaíli. Os sete princípios básicos para essa celebração são: unidade, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, cooperação econômica, motivo, criatividade e fé. O livro nos apresenta esses valores de maneira primorosa, tornando a história dos sete irmãos uma verdadeira fábula. Uma história


Sinopse: Neste livro, que já vendeu mais de 13 mil exemplares no Brasil, a autora resgata a tradição do feriado de Kwanzaa, comemorado por afro-descentes das Américas, e cria um conto sobre como os membros de uma família podem unir-se em benefício de toda a comunidade. Sete irmãos da tribo Axânti, que não conseguiam se entender nunca, recebem um testamento curioso do pai: até o pôr do sol daquele dia, os irmãos teriam de aprender a fazer ouro com sete novelos de fios coloridos. Diante da impossibilidade individual de fazer uma peça com apenas um novelo, os irmãos finalmente se unem e fazem um tecido multicolorido, o mais bonito já visto em sua terra.



Obax


Autor: André Neves
Número de páginas: 36 páginas
Editora Brinque-Book
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Obax já é um clássico! Creio que toda escola [ao menos das redes públicas] o têm em seus acervos.


Obax é uma pequena menina que adorava contar histórias, mas, ninguém acreditava nelas! Ela vivenciou e experienciou diversas aventuras fantásticas só que ninguém se importava.


Ela tinha poucos amigos e vivia muito solitária. Inventar aquelas histórias fantasiosas devia ser sua melhor brincadeira. Um dia Obax, muito triste, correu pelas savanas e jurou nunca mais contar suas aventuras… Até que, inesperadamente, ela tropeça numa pequena pedra em forma de elefante e, a partir daí, a magia se desenrola nas páginas.


André Neves é um exímio contador de histórias. Seus textos e ilustrações são simplesmente FASCINANTES. Ele é um de meus ídolos e um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira.


Obax é um daqueles livros ESSENCIAIS para qualquer acervo literário que se preze.


      *No link ao lado você encontra um Projeto Literário disponibilizado no site da editora para se trabalhar com o livro Obax: clique aqui para acessar


Sinopse: Quando o sol acorda no céu das savanas, uma luz fina se espalha sobre a vegetação escura e rasteira. O dia aquece, enquanto os homens lavram a terra e as mulheres cuidam dos afazeres domésticos e das crianças. Ao anoitecer, tudo volta a se encher de vazio, e o silêncio negro se transforma num ótimo companheiro para compartilhar boas histórias.



Olhe para mim


Autor: Ed Franck
Número de páginas: 44 páginas
Editora Pulo do Gato
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          O livro Olhe para mim é ARTE pura. Literalmente! Nele acompanhamos a trajetória do menino Kitoko que foi adotado. Sua mãe trabalha no museu, restaurando a pintura dos quadros que o tempo desgastou. Ela está grávida e Kitoko não consegue deixar de pensar se algo mudará depois que sua irmãzinha nascer: será que mamãe vai me amar tanto como me ama agora?


          As ilustrações do livro são DIVINAS e foram inspiradas no trabalho de diversos artistas consagrados, como Monet, Picasso, Miré, Renoir, Dalí, Matisse, entre outros.


          Olhe para mim nos transporta à uma viagem atemporal, fazendo-nos passear pelo mundo da arte, tendo como fio condutor o olhar de uma criança que está se [re]descobrindo, à procura de sua identidade.


          Sensível e belo. Olhe para mim é um livro que possui “a cara” da editora que o publicou. Como todo acervo da Editora Pulo do Gato o primor estético do trabalho de design gráfico e a qualidade literária desta obra são surpreendentes!


Sinopse: Kitoko foi adotado. Sua nova mãe está grávida e ele se pergunta se continuará a ser amado depois que sua irmãzinha nascer. Enquanto espera pela mãe, Kitoko adormece e sonha com a África, continente onde nasceu. Em sonhos, reencontra a irmã biológica, e relembra tudo o que aconteceu com sua primeira família... Agora o futuro o espera, terá uma nova irmã a quem irá amar e construir uma nova história.


*Escolhido pelo júri de crianças e jovens KJV – Bélgica 2014
* 30 melhores livros infantis do ano, Revista Crescer – 2015



Flávia e o bolo de chocolate


Autora: Míriam Leitão
Capa dura
Número de páginas: 36 páginas
Editora Rocco Pequenos Leitores
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          Flávia e o bolo de chocolate, com o perdão do trocadilho, é uma delícia literária! O livro é tão sutil ao abordar temas como adoção e questões raciais que, a meu ver, se torna muito útil no trabalho com os pequenos.


          No livro conhecemos Rita, uma mulher muito boa, que andava meio triste. E ficava cada dia mais triste. Ela queria ter um filho, mas não conseguia. Então, um dia, depois de muito pensar, ela encontrou a solução adotaria uma criança!


          Rita procurou e procurou até que encontrou Flávia. Depois de levar o bebê para casa, Rita orgulhosamente mostrava-a cheia de orgulho para suas amigas. Ela, enfim, tinha realizado seu tão querido sonho!


          Como sempre, uma vizinha amarga vira para Rita e diz: “ela não é sua filha! Vocês são muito diferentes!”.


          O livro se desenvolve desta maneira. Bem leve e descontraído ele vai, página a página, nos mostrando o desenvolvimento e crescimento de Flávia.


          Um dia Flávia acorda meio chateada, pois, depois d eolhar tudo a seu redor e fazer comparações, percebeu que no mundo haviam coisas que eram superparecidas umas as outras e outras bem diferentes. E ela achava que não era muito parecida com a mãe.


          Aquele pensamento foi crescendo, crescendo em sua cabeça. Até que ela começou a chorar. A partir daí, vemos um diálogo completamente sensível entre Rita e Flávia e, a cada virar de páginas, nos encantamos mais e mais por essa relação.


          Ao final do livro a menina entende que não há problema em ser diferente. Pelo contrário: se tem uma coisa que nos torna iguais são nossas diferenças!


Sinopse: Em meio aos questionamentos da pequena Flávia sobre a sua pele marrom – tão diferente da pele branquinha da mãe –, a premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma sensível e lúdica para os pequenos. 



Menina bonita do laço de fita

Faltou uma fotinha personalizada para este livro, pois, ele se encontra ensacado a fim de ficar protegido dos resíduos da reforma que estamos realizando aqui em nosso Espaço de Leitura.

Autora: Ana Maria Machado
Número de páginas: 24 páginas
Editora Ática
Compre na Amazon clicando aqui


          Com certeza este é um dos livros mais lidos em todas as escolas no mês de novembro!


          Menina bonita do laço de fita é um verdadeiro clássico. É IMPOSSÍVEL, repito, IMPOSSÍVEL, alguma criança não ter tido contato com esta obra em alguma etapa de sua vida escolar


          No livro conhecemos um coelho branquinho que fica DESLUMBRADO com uma menina pretinha. Ele fica tão admirado e fascinado que deseja a todo custo ter uma filha pretinha como ela. mas, antes de conseguir realizar seu desejo, ele precisa descobrir qual o segredo para se ter uma cor como a daquela linda menina. E é a partir daí que a história se desenrola. O coelho realiza várias peripécias a fim de tentar alcançar sua tão almejada cor até que, no final das contas, ele consegue encontrar uma maneira de realizar seu sonho ele encontra uma coelhinha bem pretinha e tem filhotes de todas as cores possíveis!


          Como explicitado na resenha da A Taba disponível logo abaixo: Menina bonita do laço de fita é um livro ESSENCIAL. Daqueles para ler, reler e contar em voz alta.


Sinopse: Uma linda menina de fita no cabelo desperta a admiração de um coelho branco, que deseja ter uma filha tão pretinha como ela. Mas antes precisa descobrir o segredo de como ter aquela cor.


Resenha Especializada - A Taba [retirada do site da Amazon]: Palmas para Ana Maria Machado! Com extrema graça e delicadeza, a autora nos apresenta uma menininha negra “linda linda”, com olhos de azeitona e cabelos de noite. Essa fada do luar encanta os leitores e também o coelho branco que não se cansa de perguntar qual o segredo para ela ser tão pretinha. Entre as respostas engraçadas da menina, o coelho finalmente entende que a cor vem da genética: a mãe, a avó e, assim, vai seguindo a genealogia até perder de vista os parentes... Então, o coelho trata logo de arrumar uma coelha pretinha para poder procriar e ter muitos filhotes de muitas e diferentes cores: branco bem branco, branco meio cinza, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma bem pretinha, que será afilhada da menina. Um encanto de livro que aproveita a tradição oral, numa fala coloquial e familiar que pode ser facilmente absorvida pelas crianças que, mesmo não alfabetizadas, se divertirão ouvindo essa homenagem à beleza negra. Livro essencial à formação!