Resenha: O menino perfeito


Sinopse: Em O menino perfeito, Bernat Cormand nos faz conhecer Daniel, ao longo de um dia, por meio de desenhos extremamente delicados e um texto que seria simples não fosse o peso que as imagens lhe encerram. Com o lápis de cor e uma palheta que não por acaso torna quase tudo da mesma cor, Bernat revela, quase em sussurros, quem é Daniel, o menino perfeito: aluno aplicado, filho dedicado, que obedece aos desejos e expectativas de todos. Mas, o menino impecável, no entanto, carrega no rosto sempre a mesma expressão, que pouco nos diz e traz uma sensação de tristeza. Até que em uma determinada página, nos olha e sorri. Daniel sorri porque guarda um segredo: à noite, quando todos dormem, algo acontece. Uma leitura construída na costura perfeita entre um texto sensível, ilustrações, em cores que, mais do que suaves, são brandas, e, talvez acima de tudo, de silêncios, criando espaços para que o leitor se coloque, reflita e, principalmente, sinta.




Vivemos uma nova era. Da ignorância. Da desvalorização da cultura.


Mas, apesar de estamos vivenciando tempos sórdidos e sombrios, temos, também, pequenas, porém intensas, alegrias, que fazem com que aquela fagulha de esperança continue acesa dentro se nosso interior.


Tendo em vista a complexidade das relações interpessoais nos dias de hoje, no maucaratismo daqueles que estão no poder e da histeria coletiva que parece ter assolado nosso país, é muito bom encontrar autores que se dispõem a produzir literatura de qualidade, que partem de temas que inquietam e constroem narrativas belíssimas e sensíveis que nos deixam de queixo caído, interior remoído e lágrimas nos olhos.


Este é o caso de "O menino perfeito", escrito por Bernart Cormand e publicado pela Livros da Matriz, o livro é uma verdadeira preciosidade!


Para todos, Daniel era o menino perfeito. Sentava na primeira fileira na escola, fazia sozinho o nó da gravata, ajudava sua mãe a pôr a mesa... Pouco a pouco vamos conhecendo a rotina de Daniel e, admito, a expectativa para o desfecho da história vai aumentando a cada virar de páginas.


Até que, pouco a pouco, como se nos tornássemos amigos e a confiança fosse crescendo entre nós (personagem e leitor), Daniel sente-se à vontade para compartilhar seu segredo conosco e... olha, vou falar: um verdadeiro soco no estômago (no bom sentido!). IMPOSSÍVEL não se emocionar, abrir um sorriso e sentir os olhos marejar.


Livro impecável. De uma sensibilidade ímpar, que permeia toda a obra, desde as frases curtas do texto até as ilustrações em tons "sóbrios" das páginas.


Realmente, vivemos uma nova era. Da resiliência. Da RESISTÊNCIA. Do empoderamento.


O menino perfeito


Autor: Bernart Cormand
Número de páginas: 24 páginas
Editora: Livros da Matriz
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Filmes que me moldaram #1: Edukators

Sinopse: Peter e Jan são educadores e anarquistas que invadem casas de pessoas ricas, nunca para roubar, mas para dar um pré-aviso que seus dias de luxo estão contados. Com eles está Jule, uma estudante pobre e namorada de Peter, que convence Jan a ajudá-la a educar um empresário, a quem ela deve dinheiro. Porém quando Jule erroneamente deixa evidências para trás, eles precisam voltar à cena do crime.


     Partindo daquela premissa de que somos resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos e, também, dos filmes que assistimos, resolvi aproveitar esses dias que estou passando sozinho em casa para rememorar alguns dos filmes que foram responsáveis por moldar a pessoa que sou hoje. Muitos deles eu assisti mais de 20 vezes, no mínimo, e foi um processo... A cada vez que eu assisto cada um deles eu redescubro, eu reinterpreto, eu vejo com outros olhos e tento trazer o que vejo no filme, alguma coisa que me marcou, pra minha vida. E eu vejo hoje, com trinta e um anos, que muito da minha personalidade é fruto dessa mescla de referências e de cultura que eu tive. Que eu me expus ao longo dos anos.


     E pra começar falarei sobre um filme que amo, eu vi milhares de vezes, se chama EDUKATORS, é um filme incrível!


"Todo coração é uma célula revolucionária."


     Esqueci-me de dizer que 99% dos filmes que aparecerão por aqui nessa seção "Filmes que me moldaram" foram assistidos pela primeira vez durante a adolescência, portanto, isso por si só já foi muito intenso. Costumo dizer que vivi uma "adolescência tardia", tentando desfrutar de tudo aquilo que reprimi durante muitos anos num curto período de tempo. De maneira intensa e caótica. E isso se aplica também às questões culturais, pois, mergulhei de cabeça em pesquisas e buscas para encontrar músicas, literatura e filmes que conversassem diretamente comigo. Com a pessoa que eu era. Com a que eu queria ser. E com a que eu não sabia que era.


     Edukators é um filme completamente denso. Não sei se esta é a palavra adequada, mas, me vejo aqui, depois de assisti-lo mais uma vez, ainda sem conseguir definir uma palavra para descrevê-lo... 


      O filme nos apresenta a história de três jovens "revolucionários". Jan (Daniel Brühl, crush eterno) e Peter que são amigos de longa data e que à noite, partindo de suas ideias de mudar o mundo e lutar contra o sistema, invadem mansões e criam verdadeiras revoluções dentro delas: reordenando a disposição dos móveis. Pois é, eles não roubam nada, não pilham ou destroem as propriedades, eles assustam os moradores deixando mensagens como "Seus dias de fartura estão contados". Isso, por si só, já faria do filme um espetáculo (impossível não se relacionar com os ideais de Jan e Peter). Mas, o que pesa mesmo e te deixa refletindo por horas, causando um rebuliço no seu interior, são os debates e discussões acerca da ditadura do capital. Ah, temos também Jule, namorada de Peter, que participa de protestos e luta por uma sociedade não capitalista, porém, ao se ver com uma dívida de 94500 euros acaba por se tornar mais uma vítima do sistema, tendo que trabalhar como garçonete atendendo aos tipos que não suporta.


"O que era considerado subversivo hoje se compra em lojas."


     Numa de suas invasões algo acaba dando errado e eles precisam reformular sua maneira de agir, deixando-se levar pelo impulso... Não me prolongarei muito para não estragar a experiência de quem se propor a assistir (deixarei um link de download ao final do post). 


   "As melhores ideias sobrevivem."


     Edukators foi lançado em 2004 mas é super ATUAL. O filme te pega e te deixa vidrado durante o início, meio e fim e, após assisti-lo, você ficará com muitas coisas flutuando em sua mente. Muitas inquietações e reflexões. 


Edukators

Diretor: Hans Weingartner

Duração: 2h07min

Ano: 2004 (mas parece que foi ontem!)

Avaliação:                    

Resenha: A cor de Coraline 🌈


 Sinopse: Quantas cores cabem na pergunta “Me empresta o lápis cor de pele?”. Em A cor de Coraline, o ilustrador, designer gráfico e escritor Alexandre Rampazo passeia pelas inúmeras possibilidades contidas numa caixa de lápis de cor e na imaginação infantil a partir da pergunta de um colega para a pequena Coraline, e mostra que o mundo é mais colorido – e diverso – do que nos acostumamos a pensar. Com texto curto e bem-humorado e ilustrações graciosas, o livro aborda o tema da diversidade de forma lúdica para os pequenos. A quarta-capa é assinada pelo premiado escritor Ignácio de Loyola Brandão.



🌈

          Sabe aqueles livros que são “amor à primeira leitura”? Pois então, este é um desses casos!


          Na verdade, minha relação com “A cor de Coraline” foi de amor à primeira “ouvida”. Apaixonei-me perdidamente quando ouvi a [maravilhosa!] @fafaconta contando-o em seu canal. Foi amor imediato! Desde então nutria um desejo de tê-lo em meu acervo, manuseá-lo e compartilhá-lo com meus filhotes.


          Finalmente comprei o livro, numa edição primorosa, belíssima, em capa dura, grandão, super colorido e divertidíssimo.


          Em “A cor de Coraline” Alexandra Rampazo nos apresenta um enredo encantador e a história se “desdobra” a partir de uma simples questão entre dois colegas de classe: “me empresta o lápis cor de pele?”.


          O livro é de uma delicadeza que encanta, diverte e emociona! ontem realizamos nossa última ação cultural de dois mil e dezoito e “A cor de Coraline” foi o livro que escolhi para compartilhar com as pessoas que vieram até o Espaço de Leitura... A escolha não poderia ter sido mais acertada! Todo mundo se emocionou, as crianças interagiram durante a leitura e o final, de aquecer o coração, deixou todo mundo com um sorrisão bobo nos lábios.


          “A cor de Coraline” é um daqueles livros “certeiros” que encanta crianças de todas as idades e tamanhos. Uma boa dica para presentear a quem você ama neste Natal [e em todas as outras datas possíveis!]. Ele está num preço INACREDITÁVEL na Amazon, aproveitem!


A cor de Coraline

Autor: Alexandre Rampazo
Capa dura
Número de páginas: 32 páginas
Editora: Rocco
Compre na Amazon clicando aqui

Prendendo a respiração



É chegado o final do ano.
Quem me conhece sabe o quão emotivo fico. Não por causa do Natal. Muito menos por conta de família. Mas, por causa das crianças.
Sempre. Eu sempre me entrego de corpo e alma ao meu trabalho e, quando vai se aproximando ao fim, vou sentindo um aperto por dentro, meus olhos constantemente ficam marejados, com qualquer fala e demonstração de afeto vou me remoendo por dentro, num verdadeiro turbilhão emocional.


É engraçado. Costumo falar sempre com mamãe: "se o Helder do passado me visse agora...". 
Realmente, ele sentiria um choque.


Costumo dizer que me tornei o pai que nunca tive.
Com cada criança estabeleço uma conexão diferente, um vínculo, uma relação afetiva que, tempos atrás, seria inimaginável para mim.


Vale ressaltar que meu início de trabalho no ambiente escolar [há 10 anos!] foi completamente involuntário. Meio que obra do acaso.
Estava passando por um período turbulento e conturbado, sem expectativas DE NADA, após uma grande desilusão. Achei que nunca conseguiria encontrar "o sentido da vida" e, nesse ano de dois mil e oito, em meio à tantas desconexões em minha vida, me vi empregado numa escola. Apenas por estar. Mas, quão grande seria minha surpresa ao término desse mesmo ano, com o espírito renovado e uma nova paixão estabelecida em meu interior.


Hoje, dez anos depois daquele início peculiar, não vejo à minha frente outra coisa que gostaria/conseguiria fazer que não fosse relacionado ao trabalho com Educação [seja ela em espaços formais ou não-formais].
Respiro Educação. 
Todos os dias. 
Todo o tempo.


Este respirar me move. Me comove. Muitas vezes me sufoca. Me deixa sem ar.
Agora, ao final de mais um ano letivo, me vejo assim: tentando manter o fôlego, respirar fundo, prender e soltar o ar sabendo que, mais uma vez, afetos e afecções foram vivenciados. 
Corpos marcados. 
Almas tocadas.

Resenha: Júbilo, o romance do jardineiro ♥

In my secret garden



“É na terra e não no céu
 que se cultiva o paraíso!”


          Hoje tive o imenso prazer de compartilhar essa leitura com meus filhotes da Barra. Antes de iniciar meu relato devo dizer que na primeira vez que li “Júbilo, o romance do jardineiro” eu chorei.


          Chorei pela sensibilidade do texto. Pela beleza das ilustrações.
          Chorei por ver a simbologia por trás da leitura me tocar tão profundamente a ponto de lágrimas saírem de meus olhos.


          Hoje, como sabia que precisaria substituir um de meus professores, adicionei Júbilo ao meu planejamento. Não poderia ter feito escolha melhor!


          Júbilo nos conta a história de Juvenal, um jardineiro que se vê obrigado a aposentar-se devido à falência de seus patrões. Todos os seus colegas partem para encontrar novos empregos e patrões, mas, ele não.


“Será pelos meus cabelos brancos,
A surdez, a miopia, o barrigão? (E porque sou queixoso e enrugado,
Lento, fraco e pesadão?”


          E, a partir daí, Juvenal se encontra num “declínio emocional”.
          O texto, todo rimado, torna a leitura fluida e as ilustrações poderosas nos causam inúmeras sensações e nos transmitem o estado melancólico de Juvenal.


          As crianças e eu conversamos bastante sobre os diferentes “significados” e representações presentes no livro.


          Conversamos sobre depressão. Sobre entregar-se aos sentimentos...
          Conversamos também sobre preconceito (de idade, cor, sexo). Sobre as diferenças de classe e direitos trabalhistas...
          Conversamos sobre a representação da infância e o poder das memórias afetivas...

          “Júbilo, o romance do jardineiro” nos possibilitou inúmeras conversas, diálogo franco, sensível e aberto.


“Esse livro é triste”. Disse-me E. que, após essa fala, prontamente completou: “Mas eu gostei muito”.


          Ao final da leitura nossos corações estavam aquecidos e cheios, feito balões repletos de ar.





Júbilo - O romance do jardineiro

Autora: Andrea Pizarro Clemo
Capa dura
Editora: Amelì
Para adquirir o livro entre em contato com a Maria Amélia que ela envia para todo o Brasil   


Luz e Escuridão




Sentado aqui no escuro, rodeado pelas trevas deste blackout [o segundo a acontecer num prazo de três dias] me pego pensando e refletindo sobre todos os acontecimentos dos últimos tempos.

Para muitos esta escuridão deve estar sendo muito simbólica. Como para mim. Em minha opinião isso é um sinal. Esta é a REAL materialização dos tempos sombrios em que estamos vivendo. Uma interpretação literal, eu sei. Mas, também sei que haverá pessoas dizendo que os raios e trovões foram um prenúncio à chegada do "Messias" ao poder. Pois é, cada um com seus devaneios.

Não é sobre isso que quero falar. Na verdade, não sei se sei sobre o que quero falar.
Só sei que quero.
Não quero me silenciar.

No começo fui excluindo e limitando meu círculo de pessoas e contatos. Por vontade própria. Mas, infelizmente, não consegui dar conta de excluir tanta gente, daí, resolvi "passar a bola" da responsabilidade para elas. Devo admitir que algumas pessoas me surpreenderam, tomaram como ofensa pessoal meu posicionamento político.

Na verdade, uma das frases que mais ouvi nas últimas semanas foi: "Eu não esperava isso de você!". Olha, devo estar fazendo algo de muito errado para alguém NÃO esperar que eu vá contra o fascismo e o preconceito. Seja ele de qual tipo for.

Viu como sou? Faço de TUDO uma autorreflexão.
Tudo é aprendizado.
Sei que, a partir de agora, devo ser muito mais incisivo e direto do que sou, para que ninguém em sã consciência consiga sequer duvidar do que meu interior é composto. Luta e resistência.

Houve aquelas pessoas que descreditaram ANOS de amizade, de cumplicidade e parceria que, agora, vejo que deve ter sido apenas superficialidade. Alguém que escolhe eleger um candidato que quer A MORTE minha e de meus pares é alguém que não tem consideração ALGUMA por minha vida.

Sabe o que é pior de tudo? A culpa de tudo não está no Jair. A candidatura dele serviu para mostrar realmente quem é quem e como as pessoas são realmente preconceituosas e pequenas. Por mais sofrido que tem sido, sairei desse momento muito mais esclarecido. Sabendo quem se importa de fato e quem só fala da boca pra fora.

Apesar de difícil, saio dessa situação toda muito melhor do que entrei. É importante saber quem realmente estará nas trincheiras ao meu lado daqui pra frente. E eu, definitivamente, não quero "reatar" amizade com ninguém.

Em relação a quem se omitiu, a meu ver, são PIORES, porque não tem a coragem de se posicionar e assumir seus pensamentos. Eu sabia que muita gente apenas me tolerava. Sabia mesmo.
Como sempre falo com meus amigos, sei que muita gente me admira e blá blá blá apenas porque não tenho um homem na minha vida e tal. Sei disso. Mas, não sabia que TANTAS pessoas apenas me toleravam. Que na verdade me odeiam e apenas "me engolem".
Agora, este é um problema.
Peguei a batalha para mim.
ELES VÃO TER QUE ME ENGOLIR.
Querendo ou não. Gostando ou não

Resenha: Flávia e o bolo de chocolate


Sinopse: Em meio aos questionamentos da pequena Flávia sobre a sua pele marrom – tão diferente da pele branquinha da mãe –, a premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma sensível e lúdica para os pequenos. 

Flávia e o bolo de chocolate, com o perdão do trocadilho, é uma delícia literária! O livro é tão sutil ao abordar temas como adoção e questões raciais que, a meu ver, se torna muito útil no trabalho com os pequenos.


          No livro conhecemos Rita, uma mulher muito boa, que andava meio triste. E ficava cada dia mais triste. Ela queria ter um filho, mas não conseguia. Então, um dia, depois de muito pensar, ela encontrou a solução adotaria uma criança!


          Rita procurou e procurou até que encontrou Flávia. Depois de levar o bebê para casa, Rita orgulhosamente mostrava-a cheia de orgulho para suas amigas. Ela, enfim, tinha realizado seu tão querido sonho!


          Como sempre, uma vizinha amarga vira para Rita e diz: “ela não é sua filha! Vocês são muito diferentes!”.


          O livro se desenvolve desta maneira. Bem leve e descontraído ele vai, página a página, nos mostrando o desenvolvimento e crescimento de Flávia.


          Um dia Flávia acorda meio chateada, pois, depois de olhar tudo a seu redor e fazer comparações, percebeu que no mundo haviam coisas que eram superparecidas umas as outras e outras bem diferentes. E ela achava que não era muito parecida com a mãe.


          Aquele pensamento foi crescendo, crescendo em sua cabeça. Até que ela começou a chorar. A partir daí, vemos um diálogo completamente sensível entre Rita e Flávia e, a cada virar de páginas, nos encantamos mais e mais por essa relação.


          Ao final do livro a menina entende que não há problema em ser diferente. Pelo contrário: se tem uma coisa que nos torna iguais são nossas diferenças!


          Este foi o livro selecionado para a “primeira rodada” do Projeto “Leitura em Família” [onde as crianças levam uma bolsa com um livro + caderno onde as famílias anotam as reflexões sobre a história lida e o momento compartilhado] em uma de minhas escolas e o “resultado” não poderia ter sido mais positivo! As famílias se deliciaram e encantaram com a história de Flávia e muitos relatos nos deixaram [a professora e eu] completamente emocionados. Deixo abaixo o print de um dos relatos que tocou lá no fundinho do coração:


Flávia e o bolo de chocolate

Autora: Míriam Leitão
Capa dura
Número de páginas: 36 páginas
Editora: Rocco
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